quinta-feira, 14 de maio de 2015

BRUNO FERNANDES, FAZ BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DO KICKBOXING NO BOAVISTA

O Kickboxing, vai completar o seu segundo ano nos quadros das modalidades axadrezadas. Para registar esse facto e efectuarmos um resumo sobre a actividade, entrevistamos o director do departamento, Bruno Fernandes.

Nestes dois anos, foram atingidos os objectivos a que se propuseram no início?
Os nossos objectivos foram excedidos, ultrapassando as nossas expectativas. Nestes dois anos e contabilizando apenas as classificações com direito a pódio, isto nos três primeiros lugares, tivemos vinte e um atletas, o que só por si, diz tudo sobre o que conseguimos.

A nível de atletas/alunos, pode quantificar o total?
A nível de competição, que são atletas oficiais, temos muitos. A nível de alunos/atletas de manutenção temos neste momento quarenta e dois inscritos.
Com quantos começaram?
Com poucos… meia dúzia (sorrindo).

Neste caso, foi um sonho, que se transformou rapidamente em realidade?
Sim, foi subindo sempre, o que nos satisfaz, obviamente.

Quando se fala em artes marciais nos clubes, fica a ideia que isso é um projecto de cariz individual e não, propriamente do Clube? Sentiu isso neste vosso projecto?
Não sei se alguém pensou assim, mas nós fomos trabalhando e neste momento, não tenho dúvidas de dizer, com convicção que o Kicboxing é uma modalidade totalmente do Boavista Futebol Clube.

Foi fácil?
Fomos trabalhando calmamente porque sabíamos o que queríamos e com a obtenção de títulos as pessoas apareceram e as coisas começaram a crescer. É mesmo assim, vamos crescendo e as coisas vão evoluindo.

O facto de seres conhecido como um dos Boavisteiros de sete-costados ajudou?

Penso que sim!
Quais os objectivos a curto-prazo?
Teremos este fim-de-semana, a Taça de Portugal, onde estaremos representados por nove atletas. Teremos os Regionais em Julho, campeonatos da zona Norte. Depois, teremos em Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, competições de Galas Oficiais. Para além destas provas teremos as Galas de Clube e de Ginásios, mas aí será por convites dos atletas.

Quais as idades dos atletas de manutenção?
O mais novo que temos. Tem doze anos e o mais velho, cinquenta e quatro. Dos cinco aos noventa e nove… podem treinar.

Quais as condições para a inscrição dos interessados?
A primeira, terá que ser sócio do Boavista.

Não sendo?
Tem que passar a ser.

As outras condições?
Tem que pagar uma mensalidade de vinte euros, com direito a três trinos semanais para a manutenção, com aulas nas segundas, quartas e sextas, com a primeira aula das dezoito ás vinte e a segunda das vinte às vinte e uma e trinta. Os atletas de competição treinam todos os dias.

Quais as dificuldades, que se deparam de momento?
Há sempre dificuldades em tudo na vida, mas vamos resolvendo sempre como se pode. Neste momento, temos que resolver as viagens dos atletas seleccionados para o Mundial, em representação de Portugal.

Ainda não está resolvido?
Não! Vamos esperar saber se a Federação, paga ou participa parcialmente nas deslocações dos nossos atletas, caso contrário, teremos que angariar receitas apara as viagens. Estas são as dificuldades de momento, porque já temos patrocinadores para as provas nacionais.

Até onde podeis continuar a crescer?
Nós não queremos crescer muito. Nós queremos é muitos títulos.

A competição é o mais importante?
Obviamente. Quem quiser treinar manutenção pode vir, que aprende muito, mas a nossa luta é mesmo a competição e o objectivo, conquistar títulos.

O Boavista no Kickboxing, já é uma referência?
Não duvide que é mesmo!

sábado, 7 de março de 2015

DANIELA SILVA - A PANTERA DO VOLEIBOL

Daniela Silva, é uma jovem voleibolista da equipa sénior. Simpática e muito activa, divide o seu amor ao Volei entre o pavilhão e a praia, mas com uma intensidade tal, que cedo conquistou os adeptos axadrezados.

Quem é a Daniela e onde começaste a jogar Voleibol?
Comecei no SC Arcozelo, por volta dos meus oito anos de idade. Joguei nesse clube cerca de sete anos, fazendo aí a minha formação. Depois de vários problemas no clube, optaram por suspender a secção e assim passei a jogar no SC Espinho. Em Espinho, joguei em Juvenis e no primeiro ano de Júnior, estando nesse clube apenas dois anos. No final dessa segunda época, fui convidada para vir para o Boavista e aceitei.
Então há quantos anos estás no Boavista?
Este é o meu segundo ano, vim ainda com idade para jogar nas juniores, mas nunca joguei nesse escalão pois sempre pertenci à equipa sénior, desde que cá cheguei.
Quem determinou esse facto?
Foi o professor Machado (treinador principal) que não quis que fosse para as Juniores.
Jogadora de elite?
Não é isso, mas… gostei da aposta do professor (riu-se)

Qual a tua posição em campo?
Actualmente, sou Libero, mas até ao escalão de juniores era atacante e ainda agora, sempre que o professor precisa, jogo alguns jogos a atacante, mas preferencialmente gosto de ser libero.
Terminada a primeira fase do campeonato e quando vamos entrar na fase decisiva, com vês a prestação da equipa neste campeonato da primeira divisão?
Com a equipa que temos e tendo em conta, que o plantel foi formado para jogar na segunda divisão atacando a subida, como objectivo principal, considero que realizamos uma boa prova na primeira divisão. A nossa primeira ronda, correu muito bem, estivemos várias jornadas nos primeiros lugares, conseguimos vencer um set ao Leixões enquanto algumas equipas que acabaram nos primeiros quatro lugares não o conseguiram.
Positiva no teu entender esta prestação?
Sim, claramente. Nós temos um plantel com uma média de idade de vinte e dois, vinte e três anos, com grande margem de progressão. Temos seniores de primeiro ano que nunca tinham jogado por seniores e muito menos numa primeira divisão. Não podemos comparar esta divisão com nenhuma outra.

Mas concordas que a equipa teve uma quebra, que a empurrou para a luta pela manutenção?
Temos algumas jogadores que só conseguem fazer dois treinos por semana e isso acabou por ter influência nessa descida de forma e com resultados menos positivos
Vamos entrar na nova fase da manutenção qual a vossa ambição?
O nosso objectivo nunca foi estar neste grupo e mostramos durante o ano que temos equipa e valor para ficar no grupo superior, mas por vários motivos estamos neste. O que eu sinto e todas sentimos é que vamos encarar os jogos como decisivos, respeitando as adversárias, mas considero que não vamos ter qualquer percalço para vencer este grupo. Todas as equipas terão possibilidades, mas acho que a nossa é a mais forte do grupo das últimas quatro.
Manutenção assegurada?
Vamos lutar e dar tudo para isso e estou certa que sim. Ficaremos na primeira divisão.
E para o ano?
Com mais tempo para os treinos e com uma outra entrada vamos formar uma equipa mais forte, para lutarmos para lugares mais cimeiros. Este ano tivemos atletas a treinar duas vezes por semana e mesmo assim considero que poderíamos ter conseguido melhor. Perdemos por 3/2 com o Gueifães que está nos quatro primeiros, lutamos de igual para igual com o Belenenses, neste último jogo. Penso que com mais um pouco e, continuando a trabalhar como até aqui, podemos ameaçar ficar nos quatro primeiros e no mínimo ficar, à vontade, no segundo grupo.

Estar presente na Final-four da Taça de Portugal é significativo?
Concordo que é um feito e ainda para mais com um jogo difícil na Madeira, em que a viagem sempre atrapalha bastante. Mas temos todo o mérito para estar na final.
Eu sei que és uma apaixonada pelo Volei de praia. Não é cansativo jogar somente com uma colega e uma equipa ser formada somente por um par?
Para além de cansativo, nesse aspecto, temos a acrescentar o piso de areia que nos cansa muito, mas o Volei de praia é um mundo à parte do Volei de pavilhão!
Porquê?
Vê-se outra raça nas jogadoras, vê-se outra maneira de jogar, tem muito público a apoiar e assistir aos jogos. O público comparece nem que seja só para ver as meninas. É outro mundo…mesmo.
A ambição da Daniela vai até onde?
Eu quero chegar longe, o primeiro passo, quero voltar a representar a selecção.
Já jogaste na selecção Nacional?
Sim representei Portugal no escalão de Júnior e adorava um dia representar a selecção de seniores. Desejo ser um dia campeã nacional que seria um feito para marcar a minha desportiva de vez.
Voltando à praia. Tens dupla certa para os teus jogos?
Sim para o campeonato Nacional faço dupla com a Ana Gomes, do Esmoriz, na selecção Nacional de Praia, são os técnicos que escolhem a dupla e tenho jogado com a Vanessa Paquete do PortoVolei. Juntas, já representamos Portugal.
Uma questão que me confunde. Sendo tu tão “nova” no Boavista, é fácil verificar que tens um grupo de fãs especial. Todos apoiam todas as jogadoras mas a Daniela é especial. Como explicas isso?
Ora bem… eu sou das pessoas que gosta de honrar o símbolo da camisola e dou tudo dentro do campo. Tudo mas mesmo tudo. Sempre fui assim, mas confesso que desde quase cá cheguei verifico que há muita simpatia com a minha pessoa. Talvez pela raça que imponho no jogo. Eu sei que cativei várias pessoas em especial o Paulo Ricardo, o Octávio…
Bem, esses adoram-te…
(riu-se) mas é verdade, sinto-me muito acarinhada. Mesmo as minhas atletas, e através do Faceboock muita gente, me diz que eu sou a imagem que gostam de ver, que honro o Clube, dizem que eu sou uma verdadeira pantera.
Orgulhosa?
Claro! É bonito ouvir esses comentários mas o importante é sentir que as pessoas reconhecem a forma como me entrego ao jogo.
Nos intervalos das seniores, és adjunta das iniciadas. Com quem trabalhas?
Com o professor Alexandre.
Uma mensagem para terminar?

Queria pedir que os adeptos apoiam-se mais o Voleibol feminino. Passaram a ver os jogos, porque o  desporto não é só futebol. Espero ver mais gente nos pavilhões quando jogamos

Entrevista de

 Manuel Pina

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

EVARISTO RIBEIRO E JOSÉ MARTINGO, EM ENTREVISTA DUPLA

Como (já) é do conhecimento dos adeptos axadrezados, a equipa sénior do andebol sofreu uma alteração a nível de orientação técnica. Reunimos os dois treinadores, Evaristo Ribeiro e José Martingo, que formam a nova equipa técnica e realizamos uma entrevista conjunta.


Começamos pelo técnico principal, Evaristo Ribeiro. Como se processou o vosso ingresso no comando do Boavista?
Evaristo - Um dia de manhã fui contactado pelo meu amigo, José Martingo, que me perguntou o que pensava sobre assumir o comando do Boavista. A nossa relação de amizade e de trabalho já vem de uns anos a esta parte e se nos últimos seis anos, o José esteve sempre comigo e nunca me abandonou, quase senti a obrigação de lhe dizer que sim, dado que facilmente percebi que ele queria aceitar tão honroso convite.

Pelo que verifico, vocês para além de amigos formam uma equipa. Vamos começar por identificar primeiro o Evaristo. Quem é o Evaristo Ribeiro no andebol?
Evaristo - Para quem não me conhece devo dizer que ingressei no Andebol com dez anos de idade. Neste momento, tenho cinquenta o que equivale em dizer que tenho quarenta anos interruptos de andebol. A minha formação foi toda feita no FC Porto, depois saí uma época para a Sanjoanense. Estive, no ABC de Braga, com o técnico António Cunha, durante cinco épocas e regresso ao FC Porto.
Jogador de elite do nosso andebol?
De elite não. Era um atleta sempre disponível para trabalhar e bom colega de balneário, que ocupava um lugar de certo modo ingrato no campo.
Qual era a sua posição?
Era guarda-redes, numa altura em que apareceram vários jogadores internacionais com valor para esse lugar, eu fiquei um pouco na sombra, mas sempre a fazer o melhor que sabia em prol da equipa. Depois a partir dos meus vinte e três anos foi me dada a oportunidade para começar a treinar e daí até aqui, nunca mais parei.
Na condição de treinador, quais os clubes onde passou?
Passei por vários clubes, como por exemplo, Académico do Porto, Nuno Alvares, Leça, Gaia e Cal.
Sempre continuamente?
Sempre seguido, no momento, era minha intenção fazer um  pequeno interregno, porque  pensei dar um novo rumo à minha vida, mas o José e o Boavista “obrigaram-me” a mudar de ideias e vou continuar.

Vamos agora conhecer o José Martingo. Fale -nos do seu passado. Quem foi no mundo do andebol, o José Martingo?
Martingo - No passado e no presente! Porque ainda continuo por cá. Comecei cedo, com nove anos. Comecei e completei todas as etapas de formação até sénior no Salgueiros. Neste clube, fiquei até terem extinto a secção de andebol, entrei para o Académico, passei pelo S. Mamede, Santana e Sª da Hora onde encontrei o meu amigo Evaristo, que era o treinador e me convidou para ingressar no clube. A partir daí a nossa carreira é conjunta.
Já como treinador?
Não. Eu prolonguei muito a minha carreira de jogador. No Senhora da Hora, ainda estive quatro anos e depois acompanhei-o para o CAL, eu ainda como jogador e ele treinador. Terminei aí a carreira de jogador e passei para treinador com o Evaristo.

Falemos do Boavista. Neste projecto actual o clube aposta na permanência constante nos primeiros escalões. A equipa caiu um pouco a nível de resultados. Pergunto, chegaram a tempo de evitar sobressaltos ao deveriam chegar mais cedo? A manutenção será fácil ou difícil?
Martingo - Vamos por partes. Só passam os quatros primeiros para a luta pelo título e penso que deste modo, será muito difícil intrometermo-nos nessa hipótese, até admito que já não hipóteses.

Então falemos da manutenção neste escalão. Fácil?
Um clube com tal historial e nome como o Boavista, não pode ficar em modalidade alguma a jogar pela simples manutenção, tem sempre que jogar para lugares mais altos. Assim. Considero que devemos primeiro consolidar a posição na segunda divisão e depois apostar em voos mais altos como é ambição num clube de tal emblema.
Mas este ano é manter a equipa neste escalão. Pergunto ao Vilarinho, concorda comigo?
Vilarinho – O que nos  foi pedido quando tomamos conta da equipa, foi manter a equipa neste escalão, não vai ser fácil mas acho isso possível.
Não vai ser fácil?
Não, repito. Mas acredito ao ver que o grupo de trabalho tem qualidade e está unido nesse projecto. Estão a trabalhar muito bem. Eles querem ajuda para o seu trabalho e nós estamos aqui para dar essa ajuda e todos juntos iremos conseguir, com algumas dificuldades iremos conseguir atingir os nossos objectivos. O Boavista é um clube de massas de adeptos e garantido a continuidade do clube neste escalão, poderemos no futuro ambicionar mais que a permanência.

Acreditam que é possível colocar na próxima época o Boavista a lutar pelos primeiros lugares?
Vilarinho - Se mantivermos a grande maioria destes jogadores e colocarmos aqui mais três elementos do nível dos que já temos, mantendo igualmente as condições de trabalho, como temos feito, considero que o Boavista tem condições para lutar – repito – a lutar pelo apuramento para uma fase final.
Isso é importante?
Uma das coisas que eu desconhecia era que o Boavista tem muita formação, mesmo muita. Ora se tem uma equipa de Juniores a lutar pela subida ao escalão principal, com praticamente garantida a passagem à fase final. Temos todo interesse em termos a equipa júnior na primeira divisão nacional. Quando se forma com tanta qualidade, tem que forçosamente se apontar para que  os escalões  mais altos ao mais alto nível.

Mas será possível imaginar o Boavista na primeira divisão a lutar contra colossos com grandes orçamentos?
Martingo – Acho perfeitamente possível esse facto, senão vejamos. Os orçamentos actuais não têm nada a ver com os orçamentos de há uns anos atrás. Tirando os habituais candidatos ao título os orçamentos dos outros clubes, são muito reduzidos. Há muitos jogadores a jogar na primeira divisão sem receber qualquer valor. Numa filosofia parecida com essa o Boavista tem todas condições para jogar na primeira divisão. Terá que haver um novo investimento mas não muito diferente do actual para atingir este patamar.
Estão prontos a conseguir esse objectivo?
Martingo - Obviamente se estudarmos bem o projecto, podemos perfeitamente conseguir
Vilarinho – Sim desde que se trabalhe em profundidade, nós estamos consciente que é possível.

Vocês vêem substituir um amigo, numa situação sempre desagradável. Desejam enviar uma mensagem ao Eduardo Ferreira?
Evaristo – Eu fui apanhado de surpresa e penso que o José também. Em muitos anos de andebol é sempre possível que esta situação aconteca com qualquer treinador. Mais importante que as pessoas é o clube e as pessoas que o dirigem já tinham tomada a decisão e deixado em aberto o cargo. Eles é que dirigem o clube e acharam que era o momento para a mudança. Mas eu realço, que mais importante, que o treinador são os jogadores que têm que se manter unidos e a dar continuidade ao trabalho. Não sei o que correu mal e por mim, estou á vontade, porque lhe confesso, nunca tinha visto o Boavista a jogar, nem conhecia a sua vida interna.
Martingo – Nós fomos convidados pelo director da equipa, Fernando Oliveira, que tinha assumido interinamente a equipa. Quando fomos convidados havia um vazio no comando da equipa, não viemos substituir ninguém, porque nessa altura o nosso amigo Eduardo já não estava vá.

Quantos jogos faltam e qual a meta final?
Martingo – Nós temos uma meta pessoal que não divulgamos a ninguém, mas faltando nove jogos, sempre lhe digo que queremos conseguir a manutenção acima do meio da tabela.
Evaristo – Se analisarmos a tabela vemos que alguns clubes têm uma diferença significativa sobre nós, mas acho que é possível atingir a meta que idealizamos.

Vão lutar pela permanência e simultaneamente preparar a equipa para o ano, ou pensar apenas nesta época?
Martingo - Não sei se vai ser comigo, com o José ou com os dois ou ainda com outras pessoas, que se vai jogar para o ano. Mas vamos tentar mudar algumas coisas e que acho ser razoável conseguir mudar.

Muitas pessoas acusavam a equipa de jogar demasiado pelo pivot e centro. Essa estratégia vai ser alterada?
Evaristo - Essa é a filosofia do Eduardo, que não se pode questionar, mas nós pretendemos dar mais largura ao jogo e liberdade ao jogador para utilizar os flancos.

Martingo – Eu nunca vi o Boavista jogar, por isso não comento isso, mas sempre lhe posso dizer que neste momento, os golos que obtemos estão mais divididos por todos jogadores o que demonstra a nossa filosofia de jogo.

Entrevista de 
Manuel Pina

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

BUNÉMIA GOMOS, UMA VOLEIBOLISTA QUE VAI SER ADVOGADA

Bunémia Gomes, foi uma das últimas aquisições para a equipa sénior do Voleibol axadrezado. Vamos conhecer melhor esta jovem Guineense, sempre pronta a responder e com um constante sorriso, é conhecida na modalidade como, Bu Gomes.


Quem é a Bu?
Sou natural de da Guiné-Bissau e neste momento, estudo em Portugal, na Universidade Lusíada no curso de Direito e jogo voleibol no Boavista.
Há quanto tempos estás em Portugal?
A cerca de nove anos.

Vamos falar um pouco do passado. Antes de ingressares no Boavista em que clubes jogaste?
A época passada, joguei no Ribeirense do Pico e anteriormente joguei no Múrcia em Espanha e também no Ala de Gondomar.

Como nasceu o gosto pela modalidade, foi cá ou já vem da Guiné?
Foi cá que ganhei este prazer de jogar Voleibol, à cerca de nove anos.

Como surgiu?
Comecei a jogar no desporto escolar, na minha escola de Aveiro. Depois passei para o CV Aveiro, onde fiz a minha formação. Posteriormente, mudei residência para o Porto e passei a jogar no Ala de Gondomar.

Durante estes anos de voleibol, tens algo que te marque pela positiva e que consideres significativo?
Fiz parte da selecção Nacional de Portugal, onde espero voltar.
Então já és cidade portuguesa?
Sim, tenho a nacionalidade portuguesa.

Falemos da tua aventura em Espanha. Jogaste como profissional?
Sim, em Espanha jogava exclusivamente voleibol e considerei esssa fase, uma aposta que quis experimentar, dedicando-me de forma  profissional ao jogo. Penso que é uma experiencia que todas as atletas desejam fazer, para conhecerem a realidade lá fora.

E que diferenças encontraste?
Em Espanha o trabalho é muito mais intenso e mais exigente. Eu, basicamente, só treinava e mesmo assim sentia que era muito exigente, claro que estamos a falar de trabalhos de uma equipa profissional.

Passemos a falar do Boavista. Como se dá o teu ingresso no Clube?
Foi através do Professor Nuno (treinador adjunto do Boavista) que aproveitou o conhecimento com algumas das minhas colegas da época passada e me convidou a ingressar no Bosvista.
Foi fácil?
Bem… a minha intenção era parar com  o voleibol por um tempo e dedicar-me exclusivamente aos estudos este ano. Mas o professor, acabou por me convencer e aqui estou com muito orgulho.

Pelo que vejo, consideras os estudos como prioridade?
Exactamente, os estudos são muito importantes e estão à frente de tudo. Preciso de tratar do meu futuro.

Neste momento, o Boavista conseguiu a desejada subida ao primeiro escalão. Como te sentes no clube?
Para já, muito bem! Mesmo estando fora do Boavista, reparei no esforço e na intenção da subida, durante as últimas épocas e fico contente, por o terem conseguido, depois de tanto terem batalhado por esse objectivo.

Foste alguma vez adversária do Boavista?
Uma vez. Em jogo da Taça de Portugal.

Como analisas a vossa participação na primeira divisão?
Eu considero muito boa. Para uma equipa estreante neste escalão, temos feito um campeonato sossegado e dentro daquilo que nos pode ser exigido.

Objectivos?
Acima e primeiro de tudo, manter o Clube na primeira divisão. Continuar a trabalhar como até aqui e dar o trabalho que temos dado, a outras equipas com maiores ambições, de momento, que nós.

Vais continuar no Boavista?
Vamos ver o que o futuro diz. Vou ver se é possível manter este equilíbrio entre estudo e treinos, ou se as exigências dos estudos o impedirão. De todo o modo, no momento, penso que irei conseguir conciliar as duas coisas e continuar no Boavista, se estiverem interessados na minha continuidade.

Como te analisas tecnicamente?
O meu ponto fraco é a recepção, sou jogadora de zona quatro, gosto de defender e penso que o meu ponto mais forte é o serviço.

Entrevista de 
Manuel Pina

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

RODOLFO SILVA, DIRECTOR DO SNOWBOARD NA SUA PRIMEIRA ENTREVISTA

Rodolfo Brito da Silva…, é um homem, que dentro do universo do Boavista  Futebol Clube, desempenha cargos e serviços diversos. Uns de caracter profissional, outros de colaboração voluntária, ao serviço do seu amor ao Clube. Nos últimos tempos, conseguiu inscrever uma nova modalidade no Boavista. O Snowboard. Na qualidade de director deste novo Departamento, realizamos uma entrevista para conhecermos em que consiste esta modalidade e aproveitamos para conhecer melhor, Rodolfo Silva, uns autênticos… dois em um!


Sendo conhecido como funcionário do Boavista, aparece agora como seu dirigente. Para os nossos leitores o conhecerem melhor, perguntamos, quem é Rodolfo?
Estou no Boavista há dezasseis anos, por isso, desde noventa e oito. Fui jogador de futebol do clube durante 10 anos, juntamente com o Petit e outros grandes atletas, que foi e, continua a ser, um grande amigo. Ele passou por grandes clubes e eu decidi parar com o futebol.
Outras opções?
Resolvi optar pela via dos estudos e licenciei-me.
Mas é um profissional do Boavista?
Sim, mas a partir de agora vou acumular com a área de dirigente do Departamento de Snowboard.
Tem outras actividades no Clube?
Sim, trabalho no sector do Marketing e Relações Públicas e acumulo com a Gestão do Estádio e durante os jogos, exerço o cargo de Speaker.

Não havendo jogos, vai até à serra?
Exatamente. À Serra ou para Espanha, nunca paro!

Vamos então falar da razão que o leva à Serra e incluiu como modalidade no Boavista.

Como nasceu a ideia de incluir o Snowboard nas modalidades do Boavista?
Primeiro de tudo, o desejo que o Boavista fosse pioneiro em ter uma modalidade de desporto de Inverno, porque não existe nenhum clube grande em Portugal, com uma dessas modalidades, nem snowboard, nem ski. A ideia surgiu e dado que faço Snowboard há vários anos, decidi aproveitar o facto, já referido, de nenhum clube ter esta modalidade, apostei em sermos pioneiros nessa área e fazer com que o Boavista Futebol Clube, seja o primeiro grande Clube Português, a ter uma modalidade de Desporto de Inverno.

Mas já existem clubes específicos da modalidade?
A norte, não existe nenhum clube onde as pessoas se possam inscrever, quer para simples lazer ou para competição.

Voltando ao Boavista.
Como se processou todo o movimento?
Apresentei o projeto ao Senhor Presidente do Clube, Doutor João Loureiro. Ele considerou uma boa aposta, porque também será uma forma de inscrever novos associados para o Clube.
Deixe-me interromper.
Todos os novos inscritos terão que ser associados do Boavista?
Exactamente. Para se inscreverem na modalidade pelo clube, terão que ser associados do Boavista, ou se filiarem nessas condições. Uma das condições, é mesmo essa, não pode ser de outra forma.


Há mais alguma condição que se possa tornar pública?
A modalidade é auto-sustentável, sem qualquer custo, mesmo que mínimo, para o Clube. Isso está assegurado com as inscrições dos atletas e sponsors e portanto, esse factor está garantido.

Se há clubes e existem competições, parto de principio que existe uma Federação. Existe?
Sim. Existe a Federação Portuguesa de Desportos de Inverno, com sede na Covilhã, na qual – o processo de inscrição já está em curso – vamos inscrever o Clube, para podermos passar a disputar as competições oficiais, já com o nome de Boavista Futebol Clube e também usufruir de uma série de vantagens.

Onde se realizam as provas portuguesas?
Na serra da Estrela, único local possível no nosso país.
Realizam-se aí todas as provas oficias portuguesas.
As competições são colectivas ou individuais?
Individuais, a nível de saltos e técnicos.

Termos só uma serra, limita muito?
Em Portugal, só temos neve natural cinco meses no ano e com a agravante que nesse período os acessos possam estar cortados.
Se nevar muito ficamos sem acesso, se nevar pouco, não se pode praticar porque tem muitas pedras.
Para nós, como este é o ano zero, porque como só agora iniciamos o processo, na qual ainda não poderemos competir com o nome do Clube, está em estudo se iremos participar em nome individual ou não.


Qual será a estratégia a aplicar nesta época?
Nesta fase, a ideia é reunir o maior número de atletas possível no clube.
Muitas pessoas mesmo a Norte, desconhecem que o Boavista se inscreveu na modalidade de Snowboard e muitas pessoas entram na competição a nível individual.
Temos que utilizar todos os meios possíveis e disponíveis para publicitar esta nova realidade do Boavista.
Este ano, todos irão competir dessa forma, mas na próxima época é intenção estar representado por excelente número de atletas. Para além disso, qualquer pessoa que só tenha o lazer como objetivo, se pode inscrever.
Mas podemos considerar que a base de processo, está no grupo a que o Rodolfo, pertence actualmente?
Será mesmo esse grupo a nossa base o que desde logo nos dá a garantia de êxito.
Quero registar que a maioria dos clubes portugueses, tem base na zona da Guarda e mesmo a norte existem poucos clubes.

Como mentor do projecto, qual o número de atletas que deseja ter inscritos pelo Boavista?
Isso é uma incógnita. Se eu conseguisse ter uma média de quinze a vinte atletas seria muito bom. Temos que ter em conta que Portugal não é um país com tradição nos desportos de inverno. Temos surf e se nós fizéssemos uma modalidade de surf, eu garantia-lhe que o meu target seria de cem atletas, porque vai à praia e está cheia de surfistas, enquanto nós estamos limitados com a neve.
Nós, na época passada em vinte snowtrips que realizamos, fomos quinze vezes a Espanha, uma aos Alpes e cinco à Serra da Estrela.


O projecto está no inico ou já em andamento?
Está já em andamento, principalmente no que diz respeito a parcerias.
Já efectuamos uma parceria com a Estância de Ski da serra da Estrela, na pessoa do Senhor Carlos Varandas, que é o seu director, que dá vantagens a nível de descontos para os atletas do Clube ao nível do forfait e aluguer de equipamento.
Estamos a trabalhar para, eventualmente, isto através do grupo Turistrela, conseguir descontos para os associados do Boavista nas deslocações e estadia nos hotéis da Serra.

Para todos associados? E como se poderá processar tal objectivo?
Sim, a conseguir tais condições serão extensivos a todos associados do Boavista.
Imaginemos, você vai à serra, estará lá duas ou três noites num dos hotéis do grupo Turistrela e tem uma dessas noites de graça. Por isso, para além de vantagens para os atletas do Boavista queremos conseguir descontos para os associados.


Vejo que está em fase avançada. Foram os seus conhecimentos de anos na modalidade que o ajudam a unir o projecto do Boavista?
Exacto. Repare o Snowboard não é propriamente um desporto barato. Não é como o futebol em que os equipamentos são acessíveis, esta é realidade da modalidade.
Aqui, tem que comprar uma série de equipamentos.
Tem que comprar uma prancha adequada para si e as fixações etc… depois tem todo o equipamento técnico. O casaco, as calças, as luvas, as protecções do cóccis, coluna, capacete, os óculos, gorros, etc. É um conjunto de equipamentos que não fica propriamente barato. Obviamente, quem se vai iniciar no Snowboard não vai investir e comprar esse equipamento todo. Por isso, é que estabelecemos parceria com uma das maiores Surf Shops da zona norte que é a Waimea Surf Shop em Matosinhos que é um dos representantes da marca Burton que nós equipamos. Essa parceria inclui para além de descontos em todo o equipamento que compremos, mas simultaneamente, em aluguéis de botas, pranchas e fixações. Vamos exemplificar. Uma pessoa que resolve ir pela primeira vez à neve, ao invés de andar a pedir empréstimos de equipamentos para fazer a primeira experiência, ou comprar, gastando algumas centenas de euros, para um fim-de-semana e até descobrir que não tem jeito ou tem medo da prática do Snowboard. Ao invés dessa despesa, pode alugar o material necessário por um fim-de-semana, gastando uma média de trinta euros. Se desejar continuar pode paulatinamente ir comprando o material e utilizar nas suas deslocações.

Tudo isso está já estabelecido em nome do Clube?
Essas parcerias já estão estabelecidas com o Boavista Snowboard. Enquanto o Senhor Presidente, Dr. João Loureiro analisou e despachou a sua decisão e no seguimentos dos trâmites normais, através do Engenheiro Marques, eu estabeleci contactos de parcerias com diversas empresas e marcas que estão ligadas à modalidade. Para além de contactos com marcas de nível mundial (DC Shoes, Burton, Air Hole, Analog, etc), estamos em conversações com a Red Bull Portugal, que é uma marca importantíssima, de nível mundial neste desporto. A Red Bull está presente em todos os campeonatos de mundo. Estamos a tentar negociar a forma de sponsorização da marca para com o nosso projeto. Nós, podemos eventualmente vender o naming da modalidade, por exemplo “Boavista/Red Bull Snowboard) eu tenho bastante ideias para este projeto e quero torna-lo um projeto de sucesso. Tenho também uma parceria com a Área Gráfica, que é uma empresa que nos fornece todo o tipo de material relacionado com a promoção da modalidade, roll ups, lonas, autocolantes com o logótipo da modalidade, para todos os atletas colocarem nos capacetes e pranchas, identificando-os com o Clube.


A etapa seguinte, será o recrutamento de atletas.
Que condições terão que cumprir os interessados em representar o Snowboard do Boavista?
Os interessados têm que se colocar como sócios do Boavista, pagando os nove euros de cota mensal e três pela aquisição do cartão.
Depois pagarão uma mensalidade (para a modalidade) de quinze euros.

Vantagens?
Primeiro de tudo, acho que representar um Clube como o Boavista, em qualquer modalidade existente, já é uma vantagem, porque somos o Clube mais eclético de Portugal e é sempre um orgulho vestir esta camisola e este símbolo.
Por exemplo, as pessoas que se deslocam a Espanha ou à Serra para fazer Snowboard, geralmente vão sozinhas ou juntam 1 ou 2 amigos, para não ficar um bolo tão pesado.
Têm todas as despesas da deslocação, portagens, combustíveis, desgaste de material, etc…
Já efectuei uma parceria com uma Rent a Car, a preços bastante positivos, que nos permite realizar essas deslocações em conjunto e logo, conseguirmos diminuir substancialmente as despesas. Os preços que consegui são bastante acessíveis para viaturas diversas, de sete lugares. Com essa mensalidade de quinze euros, todos os atletas nas deslocações a Espanha ou serra da Estrela, ficam isentos de qualquer pagamento da deslocação, tendo depois desconto no forfait (utilização dos meios mecânicos na Montanha, Ex. Telecadeiras) da estância.
Estes descontos mantêm-se se o atleta decidir continuar, mesmo acompanhado com a família em mais dias na serra, para além das vantagens que tem como associado do Boavista, nos jogos de futebol do clube.
Temos também uma parceria com a Snowtrips at Portugal, que nos permite ter uma série de vantagens nas deslocações à Serra da Estrela, tanto a nível do forfait, como das estadias nos chalés de Montanha, etc, para uma eventualidade de levarmos um grande numero de atletas, etc.
Obviamente estamos disponíveis para outro tipo de parcerias que possam surgir ou empresas que nos patrocinem. Quantas mais empresas tivermos ligadas a este projeto, mais sucesso ele terá no futuro.


Não haverá em todo o desenvolvimento da modalidade qualquer despesa para o Clube?
Absolutamente, isso é uma garantia. Seremos duas realidades autónomas. Nem vamos buscar receitas ao clube nem o clube à modalidade de Snowboard. Termos que conseguir receitas, quer seja através da venda de produtos de merchandising, quer seja através de parcerias, na certeza, que em caso algum, isso signifique uma despesa para o Boavista.

Neste início, sou eu que tenho investido, para o lançamento da modalidade.

Entrevista de

 Manuel Pina

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

DIOGO PINTO, O CAPITÃO DA EQUIPA DE BILHAR

Terminado mais um jogo muito disputado, conversamos com o capitão de equipa de Bilhar, Diogo Pinto, que se debruçou sobre um pouco de tudo e terminou dando-nos uma lição de regras do Pool Português.

Há quanto tempo joga bilhar a nível competitivo?
Federado, comecei a jogar no ano dois mil, por isso, há catorze anos. No entanto, tenho que registar um interregno de dois em anos em que não me inscrevi por nenhum clube.

Esse gosto pelo jogo, começou por essa altura ou antes?
Muito antes e muito cedo. Comecei a jogar bilhar desde os meus catorze anos de idade. Primeiro jogava com amigos, depois participei em torneios e finalmente resolvi apostar na competição.
Influência de algum amigo ou por decisão pessoal?
Por acaso, foi o Seixas, que é também jogador do Boavista.

Este grupo foi a base dessa equipa?
Não. Foi um grupo muito diferente e por acaso, no grupo actual, somente o Senhor Augusto Magalhães fazia parte dessa minha primeira equipa.

Neste ano, decidiram ligar-se a um clube e escolheram o Boavista. O que acha pessoalmente deste projecto?
Considero um projecto muito aliciante. Eu adoro este jogo e esta modalidade, como os meus companheiros e foi uma honra para todos, conseguirmos oficializar a nossa ligação a clube tão prestigiado do qual todos gostamos.

Esta filiação permitiu a entrada em competições oficiais. Como competiam anteriormente?
Nós jogávamos numa Liga paralela – chamemos-lhe assim – organizada pela Federação, mas sem estarmos inscritos na Federação. Para tal, era necessário estar inscritos num clube oficial.

Será então este o primeiro ano a disputar o Campeonato nacional?
Não, porque todos estes jogadores já disputaram vários campeonatos e até da primeira divisão nacional, mas divididos por vários clubes. Temos inclusive nesta equipa um campeão nacional da primeira divisão, o Seixas, que terminou esta partida e garantiu a vitória do jogo. Eu, por exemplo, joguei vários anos no Académico do Porto, no Atlântico da Madalena, entre outros, jogando sempre na primeira divisão.

Assistimos pela primeira vez a um jogo. O que mais me chamou a atenção foi a concentração de todos, criando um ambiente de muito silêncio. Isso é importante?
Isso é fundamental. A concentração é necessária em todos os desportos mas no bilhar é fundamental, se perdermos a concentração, não é possível vencer.

Este variante, exige quase sempre um jogo de ataque, numa desta partidas assistiu-se a um jogo de esconder e defender. Um jogador com cinco bolas na mesa e o adversário jogando à negra, acabando por vencer de atacada, o atleta do Boavista, que tinha mais bolas. Tem que se jogar sempre ao ataque?
Depende muito das mesas em que se disputa a partida.

Não me diga que no bilhar o factor de jogar em casa conta?
Sim, conta e muito. Repare, nas nossas mesas a abertura dos buracos tem uma medida de oito centímetros, ou oito vírgula um. Existem mesas, onde temos que jogar, que têm uma abertura de oito virgula sete. Nessas mesas, às quais os adversários estão habituados, temos forçosamente que arriscar mais e atacar, porque não há hipóteses de se defender. Como pode ver as diferenças até são grandes. Por isso em casa podemos defender, mas nas outras mesas vamos para a partida.

Objectivos para a época?
Claramente subir de divisão. Colocado por mim, aceite por toda a equipa, é claramente, direi eu, obrigatoriamente a subida de divisão. Eu e o José Alberto que somos os iniciadores deste projecto, colocamos logo declaradamente esse objectivo. Todos os jogadores da nossa equipa, já jogaram na primeira divisão nacional, logo, o lugar do Boavista não é nesta divisão onde nos tivemos de inscrever.
Estão dentro das vossas espectativas?
Sim ocupamos o segundo lugar e subindo quatro, estamos no caminho certo.

Na segunda divisão os objectivos serão idênticos?
Conheço praticamente todos os jogadores que na zona norte jogam bilhar e embora seja uma tarefa mais complicada, posso adiantar que para o próximo ano o objectivo será o de subirmos à primeira divisão.

Vamos falar um pouco das regras, para os nossos adeptos se familiarizarem com o jogo. Se o Boavista tivesse perdido esta partida o jogo estaria empatado a oito. Que aconteceria para ditar o vencedor?
Nada. O jogo terminaria empatado. Nesta variante, o empate é possível a oito dividindo-se os pontos.
Registei que nenhuma bola saiu depois de embocada. Como se penaliza então um jogador?
Todas as bolas que entram, jamais saem. A excepção é a negra se entrar na tacada de saída. A penalização é fácil. Se tocou primeiro na bola adversária ou meteu a branca, perde a tacada e o adversário tem direita a ter a branca na mão e colocar no local que achar mais conveniente. Essa, será a vantagem de um e penalização de outro.

Reparei que não existiu árbitro como se decidem as dúvidas que aparecem?
Entre os dois jogadores em acção na mesa. Nenhum jogador fora da partida pode interferir e serão eles a chegar a uma conclusão.
Jogo de cavalheiros?
Tem que ser!
Mas deixe-me confundir. Eu sabendo que nenhuma bola sai, resolvo meter a minha com um toque na do adversário e perco a tacada mas meti a bola. O que pode acontecer?
Simplesmente perde a partida! Se isso acontecer por acidente, só perde a tacada, mas se o fizer intencionalmente… perde a partida!
Jogo de cavalheiros…
Tem que ser!
Também verifiquei que algumas vezes indicavam para qual o buraco que iam jogar. Porquê?
Em jogadas directas em que é óbvio que vai tentar jogar directo, não é necessário avisar para onde vai tentar embocar a bola, mas em jogadas de tabelas ou até travessia, o jogador tem que indicar para onde vai jogar.
Porque razão?
Para evitar que o jogador jogue à sorte e consiga o que chamamos um “Shouro”. Se embocar a bola noutro buraco que não o indicado, perde a tacada.
Regras apertadas…
Tem que ser pois se as bolas fossem recuperadas… com este jogadores uma partida duraria horas.. tem que ser mesmo um jogo de cavalheiros, mas nas fases mais adiantadas e na primeira divisão, há árbitros nos jogos.

Entrevista de

 Manuel Pina