domingo, 6 de novembro de 2011

PAULO MOURA, DIRECTOR DO FUTEBOL FEMININO EM GRANDE ENTREVISTA

Paulo Moura, é o Director do Futebol Feminino, mostrou-se um homem de coragem ao dar uma entrevista (que em tempos tentaram proibir) falou directamente e com paixão sobre todas as questões que colocamos. Muitas vezes, as perguntas não tinham terminado e já a resposta saía… sinal que fala sempre com o coração. Como disse por várias vezes, quem não deve não teme. É uma entrevista longa… mas melhor que isso, é uma entrevista profunda que vale bem o tempo de a ler.
Feita com paixão para ser lida, por quem tem esse sentimento.
O CIDADÃO
Vamos começar pelo cidadão. Quem é Paulo Moura?
Nasci em Angola e vim para Portugal com dez anos, depois da  guerra de setenta e cinco e radiquei-me no Barreiro. Posteriormente com o ingresso no União de Tomar, radiquei-me e casei em Tomar, onde actualmente continua a ter a minha residência.
Residindo em Tomar, como consegue tempo disponível para estar no Porto?
Consigo,  porque tenho uma pequena empresa, que é minha e por isso posso gerir o meu tempo sem interferência de ninguém.  Tenho semanas que venho à quarta, tenho semanas que venho à quinta e tenho semanas… que fico cá toda a semana!
 O DESPORTISTA
Sei que foi profissional de futebol. Faça um resumo da sua carreira.
Joguei no Estoril, no Atlético e no União de Tomar. No União de Tomar joguei durante dez anos, onde fui capitão de equipa em todo esse tempo. Neste clube, terminei a minha carreira. Voltei ao União como Director desportivo de Futebol, da equipa sénior. Exerci esse cargo durante seis épocas. Saí desse cargo, nos finais de Maio para abraçar um projecto que me colocaram para o Boavista. Considerei esse projecto interessante, por ter conhecimento do futebol feminino e da minha (já) pequena paixão pelo Boavista.
Na sua carreira futebolística alguma vez defrontou o Boavista?
Não! Nessa altura, havia a segunda divisão Nacional e não a Liga Orangina e o Boavista era um dos grandes da primeira divisão.
Apanhei alguns clubes de primeira divisão com jogadores que passaram pelo Boavista, em jogos de Taça de Portugal, por exemplo;  o Madureira pelo Salgueiros, o Carlos Brito. Nessa altura a segunda Nacional era fortíssima. Na zona sul ainda joguei pelo Odivelas ao lado do Oceano, depois vim com o Victor Esmoriz para o União de Tomar.

O INGRESSO NA PANTERA, PELO SONHO DA FILHA
Já nos falou do convite que recebeu para liderar o Futebol Feminino. Mas quando chega ao Boavista é só na qualidade de pai?
É verdade. Chego ao Boavista apenas como pai (Bruninha atleta sénior é sua filha) muita gente não sabe mas eu sou primo do Edgar, que aqui jogou, filho de um irmão da minha mãe, o Edgar Pacheco, que veio do Málaga para cá.
A minha filha tinha um sonho e aos onze anos já me dizia. Pai, eu um dia vou jogar no Boavista, ao que eu respondia. Filha, tu és maluca! Não conhecemos ninguém no Porto, como pode ser possível?
Mas foi. Como se concretizou esse sonho?
Eu fui ao Mundialito de futebol dos pequeninos que se realizou no Algarve, onde conheço o filho do Álvaro Braga, que apresentou o convite para a Bruna vir cá treinar.
Aceitamos o convite e trouxe a minha filha aos treinos. No primeiro dia ficou logo! (disse orgulhoso) pediu para voltar ao outro dia e digo-lhe, nessa semana vim de Tomar ao Porto três dias. Para meu espanto a minha filha exigiu-me que queria jogar no Boavista e viver no Porto.
Estava a mudar a vida do pai, para concretizar o sonho pessoal. Como se processou?
Olhei para a minha mulher e perguntei como vai isto ser possível, se não temos onde ela ficar? Passado uma semana a minha mulher veio ao Porto e comprou um apartamento na Areosa, comprou um Smart para a Bruna vir para os treinos e a minha filha cumprui o sonho dela, que era jogar no Boavista.
E empurra o pai, mesmo sem saber…
Fiquei feliz por ver concretizado o sonho da minha filha ao vestir a camisola do Boavista.  Como passei a  acompanhar os jogos da minha filha, aproveito e começo a ver os jogos do futebol aos Sábados à tarde e ganho uma nova paixão. Com o desenrolar do tempo e com o conhecimento que vou tendo com os associados e alguns Directores, as coisas acontecem. Penso que foi isso que os levou a apresentarem-me esse convite.
 A ENTRADA COMO DIRIGENTE
Como surge o convite para o dirigismo axadrezado?
Fui convidado pelo Vice-Presidente, José Chalupa. Realizou-se uma reunião com a presença do Presidente  Álvaro Baga e seus vice-presidente, onde me apresentaram um projecto que me agradou.
Nesse projecto entrava a Alfredina, o que me agradou e no qual acredito,  porque considero que o Boavista tem tradições no Futebol Feminino e pode voltar a curto prazo ao nível que atingiu em tempos.  Não vai ser fácil eu sei.  Tenho consciência disso, mas a equipa já mudou em alguma coisa. O Boavista é um clube difícil a atravessar uma fase muito difícil, mas felizmente tenho contado com o apoio de muita gente, entre sócios e amigos, mas há uma pessoa que eu quero salientar acima de todos.
Quem é essa pessoa?
O Cipriano! Ele tem sido para mim e para o futebol Feminino uma mais valia.
 A SITUAÇÃO DO FUTEBOL FEMININO
Quando entrou no Boavista, encontrou um mar calmo ou uma corrida de barreiras?
Por acaso não foi uma corrida de barreiras, toda a gente me apoiou, encontrei sim, uma desorganização no Departamento e aprendi algumas coisas sobre o futebol feminino que me escapavam no exterior. Com a ajuda e conhecimento da Alfredina, fomos limando algumas arestas e organizando as coisas à nossa imagem e com as nossas ideias. Sei que num clube como este, há sempre muitas limitações e dificuldades mas dentro daquilo que me propuseram, não me falharam com nada.
Já garantiu o seu “espaço”?
Uma das minhas intenções e porque não dizer, um dos meus sonhos era jogar e treinar no Bessa. Cumpri esse sonho!
Sempre considerei que o futebol feminino, não podia treinar nem no Viso, nem na Pasteleira, era fundamental trazer o futebol feminino para o Bessa. Tive o apoio do Vice-presidente,  José Chalupa, que foi importante. Lutamos por isso e conseguimos. Há outras dificuldades que vou tentando limar de um dia para outro, com paciência e trabalho.
Mesmo tendo em conta o passado glorioso do futebol feminino no Boavista, o senhor sabe que esteve perto da extinção e que foi salvo de um complot pelas atletas Sandra (Figo)  e  Nanda em conjunto com o Vice-presidente da altura. Consigo inicia-se uma restruturação de todo o projecto e sente-se uma nova realidade. Tem consciência disso?
Em princípio é de louvar a actuação e cuidado da Figo e da Nanda e de quem liderava as modalidades que evitaram esse fim.
Quando cheguei ao Boavista - como pai- verifiquei que haviam muitas lacunas. Quando tomei posse, olhei para estas paredes que estavam vazias e sujas. Tudo o que havia do passado estava em caixas dentro de armários! As jogadoras novas não tinham a consciência de quem era o Boavista, não havia uma facha à vista! A primeira coisa que fiz foi tirar essas recordações das caixas e coloca-las à vista (apontou para as paredes) para que quem chega de novo, saiba em que casa entrou!
 Agora elas entram e vêem a camisola de Campeãs da Alfredina, da Figo e sentm que o Boavista é um clube vivo e campeão!
Mudou a imagem?
Claramente! Este Boavista não é o Boavista de há dois anos que raramente vencia um jogo. Alteramos a imagem do Boavista no futebol feminino. Uma das excelentes coisas que a Alfredina fez e que eu louvo, foi levar as miúdas ao Museu do Boavista, antes de as levamos para estágio, para sentirem o passado e a honra de vestirem a camisola do Boavista. Confesso que até para mim foi uma surpresa ver os troféus expostos naquelas vitrinas. Penso que conseguimos passar a mensagem a todas as jovens.
Temos mais de noventa atletas na totalidade, o que há cerca de dois anos era impensável. Com o trabalho que se está a fazer na formação o Boavista vai dentro de breve tempo voltar ao seu passado glorioso. Acredito nisso, piamente.
O que acha mais importante. Organizar o Departamento ou conquistar um  titulo a curto prazo?
Se o Boavista continuar a trabalhar como o tem feito ultimamente, conseguindo uma ou duas mais-valias para esta equipa, que tem muito valor, mas temos a consciência que precisamos de mais uma ou duas mais-valias. Com mais essas mais-valias o Boavista será uma equipa par lutar pelo título.
Como consegue gerir esta máquina. Tem patrocínios ou o patrocínio é o “Paulo Moura”?
(Riu-se) As pessoas sabem e não é segredo para ninguém que ajudei, mas penso que o Futebol Feminino tem formas de devolver tudo o que ajudei. Temos um patrocínio, que é Pedro Jóia, ainda esta semana  irei falar com ele para colocar o seu patrocínio nas camisolas, pois embora tenha negociado em Agosto, ainda não foi possível colocar esse patrocínio nas camisolas, estou certo, que o vamos conseguir em breve. O Pedro é uma pessoa que vive muito o Boavista e nos quer ajudar.
Como isto vive mais?
Pela coordenação que a Alfredina implantou aqui! Isso provocou o dinamismo que neste momento se regista.
O vosso Blog está muito bonito, actualizado e actual. A quem se deve isso?
A duas jovens incansáveis, a Mariana e a Nádia.
A FORMAÇÃO
Nota-se grande movimento na formação. Confirma a evolução neste capítulo?
As panterinhas no ano passado eram  dez ou doze. Esta época, são cerca de quarenta  e tivemos que fechar as inscrições, senão, não parariam. Esta evolução deve-se ao projecto da Alfredina.
Construíram uma equipa de sub 17, qual o objectivo dessa equipa?
A Alfredina impos como condição para ingressar no clube a constituição de uma equipa sub 17. Eu entendo perfeitamente a ideia. O Boavista tinha uma equipa de Panterinhas de 13/14 anos e depois uma de seniores… era uma diferença muito grande, para se trabalhar com vista ao futuro.
Fez-lhe a vontade…
Não foi fácil, a nível logístico porque não havia campo livre, eu sinceramente nunca acreditei ser possível, mas ela insistiu, insistiu tanto que se conseguiu. Temos trinta e duas atletas nos sub 17 e fechamos… tivemos que fechar se não teríamos cinquenta. Agora vejo que ela tinha toda a razão pelo êxito que se verifica ao fim de um mês.
 Depois essa equipa teve uma sorte muito grande, foi a Alfredina ter contratado a Helga. A Helga para mim,  é uma surpresa muito positiva e muito grande. Na parte técnica e na parte pessoal foi uma grande aquisição, já mencionei a muitos Directores do Boavista o seu valor e já conquistou toda a gente que com ela lida. É uma mais-valia sem dúvida alguma.
 O GRUPO DE TRABALHO
Mas há dificuldades a ultrapassar?
Sim, o senhor Pina sabe muito bem disso, mas com o apoio de um grande grupo de trabalho que me apoia, talvez porque acredita em mim, sou um Boavisteiro ainda pequenino, sou o sócio 25080, por isso novo como sócio,  mas verdadeiramente Boavisteiro ate ao fim da vida ( falava com profundidade e orgulho) sou sócio há ano e meio, mas posso-lhe garantir continue ou saia do futebol Feminino, continuarei como Boavisteiro porque foi uma paixão que me conquistou.
A muitos Boavisteiro custa entender isso!
Eu estou aqui para servir o Boavista e nada quero para mim, nada procuro, por isso estou à vontade. Sou Boavisteiro como os que assim nasceram!
Falemos então dessas pessoas que o apoiam e muitas são anonimas.
Quando falei do Cipriano, sei porque o fiz. Tudo o que me falta o Cipriano me consegue arranjar! Quando assim é não podemos ser ingratos e temos que saber reconhecer o valor e dedicação da pessoa.
Pelo que me tem falado, a Alfredina é mais que uma treinadora?
Muito mais que uma treinadora, pelo que me tem ajudado pelo tempo que dispensa ao clube, pelo amor que dedica ao seu trabalho, sem nada receber, sem nada ganhar! A Alfredina é o núcleo deste projecto!
A estrutura da equipa foi ela que a criou, a equipa técnica das Panterinhas e das sub 17 foi ela que as criou, está certo que estava cá a Fernanda, mas foi a Alfredina que colocou lá a Guita e conseguiu implantar o cargo de treinadora de guarda-redes. Todos os escalões têm treinadora de guarda-redes, o que nunca houve e que sendo importante, era quase impensável. Posso dizer-lhe que ainda ontem a Alfredina contratou uma treinadora de guarda-redes para a equipa sénior.
Eu sinto-me feliz por ter a felicidade de encontrar uma pessoa tão dinâmica e temos que continuar com esse trabalho e dinamismo. Com este apoio de pessoas que muitos nem conhecem porque se preocupam mais  em trabalhar que em ser conhecidas, faz-me acreditar que mesmo com estes problemas que todos conhecem e que o Clube atravessa, com o apoio destas pessoas o Boavista tem pernas para andar, se continuarmos todos unidos como até aqui. Tenho aqui duas mais-valias que são a Mariana e Nádia que estão a gerir as sub 17 que ninguém as conhece.
Foi o Paulo Moura que fez o grupo, ou aproveitou o que estava, reestruturando à sua imagem?
Aproveitei o José Catarino que é pai de uma atleta e grande Boavisteiro, é uma mais-valia nesta equipa, costumo dizer é o  “Director faz tudo” e através dele entendemos que seria a Alfredina que teria que formar a equipa dela. Assim ela formou uma equipa de treinadoras e Directoras, que repito, estão a fazer um excelente trabalho. O número de atletas que o Boavista tem,  a elas o deve.
Tenho um Director todos os dias presente, tenho duas Directoras das Panterinhas sempre presentes com quem falo todos os dias. Isso permite-me libertar alguns dias para a minha empresa. Com este grupo é muito fácil eu conseguir coordenar o trabalho.
INFORMAÇÃO EXTERIOR
Esta conversa que estamos a ter é considerada por mim importante, mas há muita gente que pensa o contrário. Qual a sua visão sobre a informação?
Olhe  senhor Pina, a minha opinião é muito simples. Não estou aqui para agradar a ninguém!
É uma entrevista que estamos a fazer  e é importante, porque no fundo estamos a transmitir a verdade e aquilo que aqui se passa.
Considero importante que no exterior se saiba o que se passa e as dificuldades que temos, porque é verdade, porque isso demonstra que o Boavista está vivo. Não estamos a criticar ninguém, simplesmente a dar conhecimento do trabalho que está a ser feito e eu não posso deixar passar para o exterior a ideia que o Paulo Moura é formidável e faz tudo sozinho.
Não! Não posso deixar passar essa imagem o Paulo Moura trabalha porque tem consigo uma estrutura forte, capaz e que trabalha muito. Tenho a obrigação de tornar pública esta realidade e verdade.
Não quero os louros para mim, o importante é eu passar para o exterior que nós somos uma equipa de oito ou nove pessoas que trabalham (todos) muito para o Futebol feminino.
Por isso, acho que estas entrevistas são muito importantes.
Não estamos aqui a desfazer nem a criticar ninguém, estou a responder às suas perguntas, com frontalidade e verdade. E a verdade é esta, andam aqui pessoas que nem o senhor Pina, nem outras pessoas conhecem, mas que trabalham muito e que não desejam andar a mostrar-se mas que eu reconheço o seu valor. Sem elas o Paulo Moura nada fazia, nem nada conseguia! Eu orgulho-me muito de todos. Eu sei que era mais fácil só falar do Paulo Moura. Mas a estrutura não é o Paulo Moura é um conjunto.
 A IMAGEM DO BOAVISTA
Um homem que correu todo o país com várias camisolas e emblemas, como se sente recebido quando veste a camisola do Boavista, fora de casa?
A única vez que fui ofendido por ter a camisola do Boavista vestida foi no Porto (ver-se-á que foi em Matosinhos) fui ver um jogo da minha filha, onde a e a minha mulher fomos maltratados só por estarmos equipados à  Boavista. Foi num jogo com o Leixões.
Posso dizer-lhe que esteja em Tomar ou noutro lugar qualquer visto-me à Boavista. Não uso outra roupa. Se estiver uma semana em Tomar, todos os dias me visto à Boavista e digo-lhe é uma cidade em que todos os dias me pedem camisolas do Boavista. Se tivesse mil camisolas do Boavista, mil camisolas me pediriam e mil camisolas eu daria. Em Tomar o Boavista é muito querido!
QUESTÕES PESSOAIS
Quais os objectivos que tem. Pessoal e desportivamente?
Para o Boavista o meu objectivo é ver esta equipa ser campeã nacional. Sinto que tem capacidade para conseguir esse feito. Mas para este ano o objectivo é conseguir um muito melhor lugar que nos últimos anos. Acho inadmissível ver o Boavista ficar abaixo dos quatro primeiros lugares. Este ano o objectivo é ficar na primeira fase nos quatros primeiros e depois na fase final lutar pelo melhor lugar.
O melhor é o primeiro…
E porque não? Tenho confiança nesta equipa.
Pessoalmente, sendo um Boavisteiro novo, já se sente da casa?
No aspecto do Boavisteiro as pessoas me receberam bem e já perceberam que eu passo o dia de manhã à noite dentro do Boavista. A minha mulher só me vê à meia-noite. Nesse aspecto acho que as pessoas que me conhecem já não têm dúvidas que sou Boavisteiro. Sou há pouco tempo, mas sou mesmo.
No desporto tem ganho mais amizades ou inimizades?
Senhor  Pina, garanto-lhe uma coisa solenemente. No dia que criar uma inimizade aqui dentro, nesse dia saio. Estou aqui para ajudar o Boavista e não para criar inimizades com ninguém. Até este dia, penso que ainda não fiz nenhuma… penso. Também não sou uma pessoa conflituosa nem de criar atritos, por isso penso que não os vou arranjar, pois não é a minha forma de estar nem a minha forma de ser.
A sua reestruturação já foi compreendida e aceite pelas pessoas que pertencem ao passado. Pergunto isto porque muitas vezes entendem que este êxito podia ter sido conseguido anteriormente. O que sente?
Falar do passado do Boavista para mim é falar da Nanda e da Figo, porque as outras eu não conheço. A Nanda e a Figo foram das pessoas mais responsáveis para eu estar aqui dentro, elas sempre me quiseram junto a esta equipa. A elas também tenho que lhes agradecer, porque acreditaram em mim.
Enquanto eu cá estiver estas atletas serão um exemplo para todas e que terão ficar ligadas para sempre ao futebol feminino do Boavista, irei gerir a fase final da sua carreira como atletas o melhor que souber e com todo o cuidado, porque ambas fazem  parte da história do Clube. Falo como sócio e não como Director, não podemos ser ingratos com tais pessoas e acho que ambas devem continuar sempre ligadas a esta estrutura do Futebol Feminino.
O senhor tem tido contactos com a Associação de Amigos, ou qual é a sua posição?
Sinceramente não conheço ninguém e ainda não houve oportunidade de nos encontramos, embora já e tenha constado a vontade da Associação em colaborar connosco. Sei que estão atentos ao nosso trabalho, tenho conhecimento que já reconheceram o nosso trabalho e já tentaram uma reunião, que ainda não aconteceu por responsabilidade minha. Mas tenho todo o interesse em reunir e conhecer as pessoas, porque todos não somos demais para fazer crescer o Boavista.
Se me permite eu vou tratar de organizar uma reunião entre as duas partes…
E eu agradecia essa sua colaboração! (NOTA: Como prometemos, falamos com o Presidente da Associação e Já está marcada para esta semana a reunião entre Paulo Moura e a Direcção da Associação)
Um empresário, um homem do desporto, como vê o futuro do desporto neste tempo de crise?
Muito difícil. Muito difícil! Eu vejo as coisas muito difíceis e porquê? Eu estive na Direcção do União de Tomar, um clube com problemas graves, talvez com a devida proporção, mais graves que o Boavista, conheço os números.
Eu vejo pelos apoios que lhe davam e hoje não lhe dão. Não duvido que o Futebol se vai ressentir e o maior  dos problemas que acontecem é a falta de patrocinadores. Nós tentamos um patrocínio para a equipa de Panterinhas e sub 17 e não se consegue. E os patrocínios fazem parte de um orçamento em qualquer clube. Contar só com a contribuição dos sócios não chega, porque estão cansados e não podem ser sempre os mesmos a dar.
Por esta razão defendo que temos que organizar muito bem o Futebol Feminino para isto ter pernas para andar e para as pessoas que nos substituírem poderem continuar o trabalho. Se continuarmos a viver com o que temos… não temos hipóteses.
Futebol Feminino, um mundo de mulheres. Dizem que um homem entrar e viver nesse mundo é difícil. É verdade?
Não é fácil! Porque é um espaço delas. Quando fui para estágio para Baião falei com os meus Directores e disse-lhes – nós temos que nos moldar a elas e não elas se moldarem a nós – porque queiramos, ou não, este é um mundo feminino.
Houve algum dia que se arrependeu de ter vindo ao Porto… e lhe apeteceu ir para casa?
Já sim senhor, já me aconteceu isso.
O senhor é um homem frontal…
Sou sim senhor! Senhor Pina sou frontal porque não tenho nada a esconder, não vim para o Boavista para conseguir nada para mim e nem preciso de nada. Estou aqui para ajudar e se um dia sair daqui, continuarei a ajudar naquilo que puder e me pedirem. Não estou à procura de nada, o que quero é que o Boavista vença porque é para isso trabalho. Estou apaixonado pelo Boavista ainda mais porque tenho cá a minha filha.
Agora frontalidade, isso vou ter sempre porque quem não deve não teme e como lhe digo não estou agarrado a nada. O importante para mim é a seriedade e honestidade. Foi isso que me levou a agarrar-me ao Cipriano, a forma dura mas directa, honesta dele ser, fez-me ver nele um grande homem.
Cipriano é mais que um funcionário?
Senhor Pina, o futebol feminino deve tudo  ao Cipriano que é um homem fabuloso! Não posso deixar passar isso em claro, ele tem sido o meu apoio em tudo o que preciso. É uma pessoa que me surpreendeu pela positiva e que conheço à pouco tempo, mas que me marcou. O Chalupa tem apoiado muito o futebol Feminino, mas o Cipriano tem sido excepcional.
Permita que fale por mim, tentei sair desta confusão e não consegui. A paz que encontrei não compensou a guerra a que estava habituado. Penso que consigo, um homem do desporto se passará o mesmo. Esta necessidade…. É uma loucura?
As pessoas podem dizer o que quiserem, mas dá gosto trabalhar no Boavista porque é um clube com nome. Posso dizer-lhe que lá em baixo na zona de Santarém, as pessoas olham para mim como se eu fosse uma pessoa muito importante no Boavista – o que não sou – mas é o valor e o peso desta camisola.
Para mim é um orgulho e é uma vaidade sentir isso e vestir esta camisola. Posso dizer-lhe que venho no Alfa e trago o meu saco a dizer Boavista, venho equipado à Boavista, ando sempre equipado à Boavista, quem me conhece sabe que isto é verdade. É um clube muito grande e respeitado mesmo com as dificuldades que atravessa. Olhe não ando mais  vestido à Boavista porque não tenho mais roupa.
Digam o que disserem, batem em quem baterem é um clube muito grande. No futebol feminino as equipas quando defrontam o Boavista jogam de forma diferente que com os outros.
As modalidades atravessam momentos difíceis na fase em que o futebol feminino cresce. Sente isso?
Senhor Pina,  sozinho nada conseguia, tenho uma grande equipa que vai continuar a trabalhar para essa realidade. Podia falar-lhe de tanta gente e esquecer-me de algum por isso fico por aqui. Mas garanto-lhe a nossa aposta é continuar a dar tudo.
Mas voltando atrás. Somos loucos?
Muitas vezes desanimamos, temos que dar um murro na mesa e apetecemos ir para casa, com coisas que nos desgostam e nos magoam. Mas ao outro dia vem uma pessoa dá-nos um abraço esquecemos tudo e vamos de novo para a luta. Também há dias felizes aqui dentro.
Mas somos ou não loucos ao deixar a paz da casa, a dar o nosso tempo gratuitamente?
Completamente, mas verdadeiramente loucos (gargalhada) só pessoas loucas podem passar  dias completos aqui dentro. Num clube com tantas dificuldades, como o Boavista tem para continuar de pé precisa de loucos que lhe dêem tudo o que têm.
Como o senhor Pina diz, nós andamos aqui com pureza sem interesses em nada e vamos resolvendo os problemas dia a dia, é assim que fazemos aqui. Os problemas vão aparecendo e nós resolvendo-os todos os dias .
Mas nessa situação as injustiças doem mais…
Ah!  doem muito. Já as tive aqui dentro. Não vou fugir a isso. Já me senti em duas ou três vezes injustiçado e fui para casa muito triste com vontade de bater com a porta.
O Senhor é um homem frontal e diz sempre tudo de primeira. Não teme que o coração o traia e diga o que não deve?
Senhor Pina, eu sou directo, se tiver que lhe dizer alguma coisa desagradável… digo-lhe! A si  ou a quem for necessário.
Não me vergo a ninguém, seja quem for!
Mas sou homem para lhe pedir desculpa se tiver errado.
Ora quem diz o que sente e tem a coragem de o assumir. Quem  tem a humildade de pedir desculpa, nada tem a temer e pode sempre falar com o coração.
Se nada devo, nada temo!
 Entrevista de Manuel Pina

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ALVARO DURÃES, FALA SOBRE O FUTSAL PARA CEGOS

Ouvimos alguns pormenores de Álvaro Durães, Director do Departamento de Desporto Adaptado, sobre a modalidade para invisuais.
Comecemos pelo princípio, o Boavista já tem equipa de Futsal para cegos?
Já temos equipa e já estão a treinar duas vezes por semana.
Como surgiu essa ideia?
A ideia surgiu por um convite efectuada por atletas cegos ao Clube, se queríamos dar apoio e pegar nesse projecto, e assim foi criada a nova modalidade - Futsal para cegos.
 Falemos da modalidade. Como nasceu o Futsal para cegos?
O futebol é o desporto mais popular do planeta! É um desporto que se expandiu pelo mundo devido à sua capacidade para unir de forma igual todos os praticantes, de tal modo que a FIFA possui hoje em dia mais membros que a própria ONU.
É um desporto de tal modo avassalador e apaixonante que atingiu pessoas que por definição e preconceito estão afastadas deste jogo: os deficientes e foram eles que desde cedo procuraram uma forma de praticar o futebol.
O futsal para cegos surgiu como um mero passatempo escolar que evoluiu para um fenómeno cultural de massas que gera emoções tanto para quem pratica como para os espectadores é imensa.
 A base é mesmo o futsal ou tem algumas alterações?
É um desporto semelhante ao futebol e tem vários nomes como futsal, football five-a-side, futebol de 5 mas seja qual for o nome é uma dasactividades desportivas mais populares entre os cegos e que tal como as outras modalidades para deficientes visuais teve a sua evolução tanto histórica como na forma como se pratica
 Onde se pode jogar?
Este é um desporto apenas limitado pelos espaços reduzidos que as escolas tinham para o desporto, o futsal foi crescendo mas em áreas maiores também existiam problemas: tanto o jogo como a orientação e o ritmo de jogo foram reduzidos, factos contra-producentes para o divertimento e segurança do jogo.
Então o desporto que começa como futebol passa a futsal apenas porque passaria a ser praticado no interior com adaptações que oferecessem um jogo mais dinâmico com dimensões reduzidas e paredes que permitiriam o jogo fluir sem interrupções fornecendo ainda orientação e segurança ao jogador.
Com estas adaptações é ainda definida uma área de penalidades pequena para o guarda-redes, único jogador com visão cujos movimentos têm de ser limitados. Por detrás de cada baliza do oponente está um guia da equipa para dirigir os jogadores quando estes chutam. Convém especificar que excepto o guia e o guarda-redes todos os jogadores são cegos inseridos na categoria B1 (Blind One), ou seja, possuem um grau de visão muito próxima ou igual a 0%). O treinador orienta ainda os jogadores na zona de meio-campo.
Como são formadas as equipas?
As equipas são formadas por cinco jogadores, sendo que quatro jogadores actuam na linha e um como guarda-redes, todos equipados com uma venda excepto o guarda-redes que para além de defender as bolas também guia a sua equipa.
 Os campos são normais?
As dimensões oficiais do campo são 40 metros de comprimento por 20 metros de largura em que o solo pode ser de cimento, relva natural ou relva sintética. O campo é rodeado por uma parede de ressalto.
 A bola?
A bola tem de ter as seguintes características: deve ser esférica, deve ser de couro ou qualquer outro material adequado, com uma circunferência de não menos de 60cm e mais de 62cm, não devendo ter menos de 510 gramas nem mais de 540 gramas de peso no início da partida. A grande particularidade desta bola reside no sistema de som (um dispositivo electrónico que tem no interior) localizado dentro da bola para permitir que esta corra, role e salte de uma forma regular.
Para garantir a segurança dos jogadores sempre, o sistema usado deve permitir que a bola emita um som quando gira no seu próprio eixo ou ao girar pelo ar. Esta bola permite com o som que os jogadores possam percebê-la no campo.
 Os equipamentos?
O equipamento dos jogadores é composto por t-shirt, calção curto, meias, caneleiras, calçado e o único que pode usar calças compridas é o guarda-redes cuja roupa deve ter uma cor diferente do resto da equipa.
Em relação ao calçado apenas são permitidos ténis brancos, de couro ou de lona. Fazem ainda parte do equipamento dos jogadores os tampões oftalmológicos nos dois olhos e as vendas.
 Tempo de jogo, como é composto?
As partidas têm dois tempos de 25 minutos, com 10 minutos de intervalo.
 Em que países se pratica com mais intensidade?
Actualmente, o futsal para cegos é praticado em mais de trinta países e teve a sua estreia a nível internacional nos Jogos Paralímpicos em Atenas, em 1994. Desde então a modalidade tem tido um franco crescimento e vários atletas têm sido reconhecidos, principalmente nos países com as melhores equipas como a Espanha e o Brasil.
No entanto, foi exactamente em 1986, em Espanha – um dos países em que os direitos dos deficientes são mais respeitados – que se realizou o primeiro campeonato entre clubes. A maioria dos países que aderiram ao futsal para cegos tem campeonatos regulares entre clubes. A partir de 1997, a IBSA passou a organizar campeonatos mundiais. Este é assim um desporto regulado pela IBSA com base nas regras modificadas pela FIFA.
 Deve ser um jogo difícil, para os praticantes…
Qualquer pessoa que tenha experimentado jogar futebol sabe que este desporto não é tão fácil como aparenta ser quando se vêem os profissionais jogar. Se juntarmos a isto o facto de os jogadores não poderem ver a bola, a equipa oponente ou a baliza trata-se de um jogo deveras complexo que exige uma mobilidade, concentração e técnica acima do normal.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ENTREVISTA COM CARLOS PEREIRA (A. AMIGOS)



Numa fase de férias as noticias são mais reduzidas e aproveitamos para fazer uma entrevista com o Novo Presidente da Associação de Amigos do Boavista, Carlos Pereira. Esta ntrevista ficará postada na página principal durante dois dias, depois passará para o Blog das Entrevistas. vamos saber o sentir do Presidente

Falemos um pouco do passado, pertencia à anterior Direcção da associação. Como ingressou nela e porque razão assume agora a sua Presidência?
Fui um dos sócios fundadores da A2BFC a 24/01/2009. Tal como então, senti que o Boavista Futebol Clube estava a ser discriminado pela justiça desportiva, encontrando-se completamente desamparado, atravessando sucessivos problemas de gestão e orientação.
Aproveito para esclarecer que nunca pertenci aos Orgãos Directivos da anterior Associação mas é verdade que sempre acompanhei de perto todo o seu trabalho, tendo inclusive apoiado/participado na grande maioria das suas diversas realizações.
Assumi a presidência da A2BFC porque considero que as premissas que levaram à sua criação ainda se mantêm intactas: O Clube continua exposto a todo o tipo de ataques e a necessitar de quem apoie o seu "berçário", as Modalidades Amadoras e a sua Formação. Convém sempre recordar que o Boavista Futebol Clube já resiste há cerca de 108 anos porque teve e ainda mantém sucessivas gerações de associados nas mais diversas modalidades.

Passados estes anos da Associação, considera que ela cumpriu o projecto para a qual foi criada?
Dada a actual situação do Clube, penso que a A2BFC ainda terá muito trabalho pela frente, não só na promoção e desenvolvimento como na credibilização junto da sociedade em geral, mas sobretudo no apoio ao seu futuro que estão nas Modalidades Amadores e Formação.

Para ser sócio não é necessário ser associado do Boavista, mas como entende o distanciamento que muitos sócios do Boavista mantêm da Associação, enquanto simpatizantes de outros clubes aderem e colaboram?
Acredito que o caminho se faz caminhando e que há etapas naturais a vencer. Actualmente há muitos mais sócios do Boavista na A2BFC que aqueles que havia aquando da sua constituição e pensamos que a tendência será para aumentar.

Falemos do presente. O que levou o Senhor a assumir a Presidência da associação neste momento?
Penso já ter respondido a este ponto na minha resposta da primeira questão.

Qual o projecto que deliniou para impor na sua presidência?
O projecto já existe e está consubstanciado no objecto da A2BFC. Haverá certamente maneiras diferentes de o implementar e eu não fugirei a essa regra. Não pretendo impor nada mas ajudar na orientação estratégica do trabalho associativo para manter viva a instituição Boavista Futebol Clube. Devemos continuar o trabalho de apoio, divulgação e credibilização já iniciado pela anterior Direcção.

Ao analisar a sua Direcção vemos muitos jovens Boavisteiros activistas que se lhe juntaram (Patrícia, Ricardo; Helder etc...) pretende que com eles abanar o universo axadrezado?
É uma evidência que sem juventude qualquer projecto está condenado ao fracasso. Só posso prometer que vamos trabalhar metódica e afincadamente em várias frentes para devolver um pouco mais a auto-estima aos Boavisteiros, ajudando a recolocar o Boavista Futebol Clube no lugar a que lhe pertence por direito.

Na posição de Presidente como entende o “afastamento” dos Boavisteiros dirigentes do Boavista FC para com a associação, não sendo associados da mesma?
Aquando da criação da Associação confesso que não entendi. Dar o nome para fazer parte por si só...é muito pouco! Hoje estou convencido que erradamente a Direcção do Clube entendeu na altura que a A2BFC se perfilava como poder alternativo aos seus desígnios. Acho que a situação actual do Clube não se compadece com esse tipo de posicionamento.

Vai ter mais contactos com a Direcção do Boavista ou vai executar o seu trabalho esperando uma aproximação da parte deles?
Logo que estejam reunidos todos os requisitos legais iremos contactar e promover um encontro com a Direcção do Boavista Futebol Clube para apresentação dos novos Orgãos Directivos da A2BFC bem como identificar pontos de contacto com o nosso objectivo.

Um dos problemas do momento é concerteza a divisão de opinião dos Associados da Associação da forma de actuar e apoiar o clube. Tem uma opinião pessoal sobre a questão ou vai ser uma decisão coligeal da sua direcção?
A minha opinião não se deve sobrepor àquela que for expressa pela Direcção da A2BFC mas como é evidente nunca prescindirei de a manifestar e de a defender.

Está nos seus planos angariar novos associados e recuperar outros que tenha suspendido a sua colaboração? Qual o plano a impor para esse objectivo?
A Associação irá ter um plano de acção aprovado nessa matéria dentro em breve. Será uma das nossas prioridades.

Como associado do Boavista, recuemos 10 anos. Se durante os festejos pela conquista do campeonato de futebol, lhe dissessem que dez anos depois seria Presidente de uma Asssociação de ajuda ao Clube, o que diria?
Confesso que não iria acreditar! Na altura passaram a imagem de sermos um caso de estudo de gestão de recursos bem sucedido. Penso que como eu, todos os adeptos e consócios acreditaram que realmente era verdade. Até então.
O problema, que é endêmico na sociedade portuguesa, teve a ver com a falta de cultura empresarial que se manifesta sempre quando se atinge o topo: vertigem pelo poder, decisões não ponderadas, vaidades e caprichos a serem satisfeitas a qualquer preço.

Associação dos Amigos vai ajudar ou colaborar com o BoavistaFC?
Sempre. Sempre que a A2BFC ajuda o voleibol, o andebol, o futsal, o futebol formação, o desporto adaptado e demais modalidades amadoras, de forma directa ou indirecta, está a colaborar e a ajudar o Boavista Futebol Clube.

Em que sectores se processará essa ajuda ou colaboração?
Já respondido em perguntas anteriores.

Antes das eleições aconteceu a apresentação de contas. Sem precisar os valores, que só dizem respeito aos Associados, tem receitas para começar a trabalhar, ou tem quase que iniciar o processo?
Aproveito esta questão para elogiar neste item a anterior Direcção presidida pelo dr. Eduardo de Matos que de forma perfeitamente altruísta tantas vezes apoiou financeira e materialmente os diversos pedidos que lhe foram endereçados, alguns deles com carácter de urgência extrema. Graças a este comportamento não começaremos do zero mas é óbvio que nunca será o suficiente para aquilo que nos propomos realizar.

Tem sobre os ombros uma responsabilidade que lhe irá tirar muito o sono. Está ou sente-se, preparado?
Sou Boavisteiro desde que me conheço. Está no nosso código genético clubístico nunca desistir e sempre resistir!

Como entende que sendo a Associação sem qualquer fim lucrativo e só virada para a vida do Boavista FC, seja por muita gente com responsabilidades no Clube, aplidada de Inimigos do Boavista?
Seguramente que há muita ignorância sobre os objectivos da Associação dos Amigos do Boavista Futebol Clube. Aconselho a ir ao nosso site http://www.amigosdoboavista.org/ e "clicar" em "Quem somos " e em "Estatutos" para terem a percepção real do que se pretende.

Para terminar quer enviar alguma mensagem aos Boavisteiros?
Gostaria de aproveitar a oportunidade desta entrevista para desafiar os Boavisteiros a aderir à A2BFC, ajudando desta maneira o Clube a resistir a quem o quer atacar, silenciar ou mesmo fazê-lo desaparecer. Não se esqueçam que há que preservar a memória de 108 anos de História que continua a ser escrita!
Uma vez do Boavista, sempre do Boavista

Comentários mais significativos:
Pela importância das questões levantadas pela entrevista do presidente da Associação, optamos por publicar os comentários que consideramos mais válidos sobre a mesma, que complementarão a entrevista, pela sua pertinência .
1º Comentário
"Quando foi fundada, a AAB anunciou que um dos seus principais objectivos, era contribuir na pesquisa de "parceiros" que pudessem vir a viabilizar o futuro do Clube e SAD.
Para tal, e como a situação financeira de ambos (Clube e SAD) era completamente desconhecida, iriam avançar com o pagamento de uma auditoria ás suas contas, pois só conhecendo em detalhe essa situação, consideravam possível avançar com esses contactos.
Nesta entrevista ao seu novo Presidente, esta questão não é referida. Por esse facto, coloco uma questão que solicito ao moderador deste blog a transmita ao Presidente a AAB e que gostaria ver esclarecida. - a AAB vai apenas "olhar" para o presente e futuro próximo, contribuindo com as verbas angariadas para pagar despesas correntes do Clube (em especial as envolvidas com as Actividades Amadoras) e, dessa forma, continuar a permitir que o poder actualmente instituído, continue a utilizar as verbas do Clube noutras áreas, ou, irá manter-se fiel aos seus princípios e vai continuar a pugnar por essa auditoria que, de uma vez por todas, nos permita conhecer a real situação económica e financeira do Clube e SAD e podermos partir de forma credível para a pesquisa de reais "parceiros"?

2º Comentário
"Sou sócio dos Amigos e uma questão que gostava de ver mais aprofundada na entrevista era sobre a colaboração com esta Direcção. Se ajudarmos as modalidades estamos a permitir que o dinheiro do Bingo continue a ser desviado para outras coisas. Ajudar o Boavista neste contexto não é ajudar a direcção a manter-se no poder?
Quem não tem dinheiro pode continuar a alimentar vícios?
Continuarei a ser sócio dos Amigos, mas custa-me ver esta situação continuar"

 ESCLARECIMENTO DO PRESIDENTE

Caro Manuel Pina,

Devido a qualquer anomalia passageira não me foi possível responder no próprio Blog das Amadoras aos comentários que fizeram à entrevista então concedida.
Aproveito para responder como segue:
" A Associação dos Amigos do Boavista Futebol Clube deverá manter o espírito de transparência e clareza que levou à sua efectivação. Reitero a nossa disponibilidade em financiar, se necessário, auditoria às contas do Clube, pois continuamos a entender que esta condição é imprescindível para a criação da confiança junto de potenciais investidores.
Esta é a formula de recredibilizar o Clube.
Quanto às questões relativas à Direcção do Clube, os sócios têm a possibilidade através da Assembleia Geral de influenciar decisivamente o seu destino, com o seu voto. É importante que não se esqueçam dos seus deveres mas também dos seus direitos.
Finalmente aproveito a oportunidade para sensibilizar toda a massa associativa do Clube para o muito que há ainda por fazer, e que toda a ajuda é bem necessária para os desafios que temos pela frente.
Por isso lanço o repto: que cada sócio arranje mais 2 novos sócios ou 1 empresa contribuinte.
O Futuro do Clube neste momento passa aí!"
Saudações Axadrezadas!
Carlos Vale Pereira

terça-feira, 14 de junho de 2011

CATARINA SOUSA EM ENTREVISTA

Catarina Sousa assume-se como uma avançada pura, nunca defendendo durante a entrevista, sempre de fácil resposta e assumindo a sua posição e visão e levantando questões de primordial importância
Vestindo a camisola axadrezada há quatro  épocas, sente-se já uma jogadora da casa?
Posso afirmar que sim. Desde o primeiro treino no Boavista, senti-me logo em "casa" e não tive quaisquer dúvidas relativamente ao querer ficar ou não. Fui muito bem recebida, na altura pela treinadora Maria João Neves e pelas companheiras de equipa que na sua maioria eram mais experientes neste clube, tinham mais anos de casa.
Agradeço-lhes por me terem demonstrado o valor do emblema que estávamos e estou a defender, por me terem ajudado a evoluir e posso dizer que me tornei uma adepta Boavisteira. Sinto e compreendo a responsabilidade do que é vestir a camisola do Xadrez. Então quando vou ao estádio ver o jogo dos seniores e começa o hino, confesso que me arrepio e emociono. Só posso dizer que me sinto uma jogadora da casa, pois o Boavista fez-me crescer em diversos pontos e ganhei um carinho muito especial por este clube.

 Numa fase de reestruturação que sempre acontece nos finais das épocas em todos os clubes, sente que o seu futuro continuará a ser no Boavista?
É com esse pensamento que encaro o presente e o futuro. Como costumo dizer: para deixar o Boavista só se for para um clube estrangeiro. Gostava muito, aliás esse é um dos meus sonhos... poder-me dedicar só e exclusivamente ao futebol, mas se acontecer terá que ser no estrangeiro , porque em Portugal ainda não existe essa possibilidade. Acredito que da forma que o futebol feminino está a evoluir no nosso país vai ser possível viver para o futebol , treinar , treinar , jogar ... ter uma vida de futebolista.
Isso é um dos meus grandes sonhos nesta área. Quero evoluir mais e mais, mas só penso no Boavista, porque é aqui que me sinto na tão falada "casa" , é aqui que quero continuar a evoluir e levantar pelo menos duas taças em Portugal - campeonato e taça de Portugal e depois pensar numa possível liga dos campeões. Isso era um dos grandes sonhos que espero e vou continuar a ajudar este emblema para que o consiga.

Esteve presente nas épocas que o Boavista esteve na final da taça?
Felizmente e infelizmente estive. Felizmente, porque uma final da Taça de Portugal é o chegar a um dos maiores patamares no futebol e um feito que marca para toda a vida. É um enorme orgulho e uma grande alegria, só quem já viveu a experiência é que consegue compreender o que se sente.
Infelizmente, porque nas duas finais perdemos, ficamos sempre com uma mágoa que certamente acompanhar-nos-á, também ao longo da nossa vida, mas o que já lá vai, já lá vai...agora temos que nos concentrar no futuro e fazer melhor.
Embora, na segunda final (estádio do Jamor) não tenha jogado (devido a lesão), acompanhei a equipa em todos os passos e senti tal como elas as emoções daquele grande dia, porque apesar de termos perdido , foi um marco histórico , pois estivemos no grandiosos estádio mítico e logo na primeira final da taça de Portugal feminina. Não há palavras...

O que sentiu nessas duas finais?
Foi como já disse houve uma parte de grande alegria, orgulho é um daqueles sentimentos que não se consegue explicar, não há palavras. Por outro lado, houve a parte menos boa... as derrotas que me entristeceu, fica sempre a ideia de que podia ter sido feito mais e melhor por este clube, mas não desisto e vou à "luta", não vou baixar os braços e certamente aparecerão melhores resultados. Acredito que, finalmente pudermos erguer a tão esperada taça de Portugal. Um atleta tem sempre que acreditar e o futebol é imprevisível (como já sentimos).

Na actual época a eliminação aconteceu mais cedo. Acha que poderiam ter ido mais longe?
Claro que sim. Foi um jogo em que dominamos e, num erro sofremos as consequências... lá está é futebol e este desporto, como já afirmei é imprevisível... Mas, temos pensar que demos o melhor, porque o demos. A equipa estava a jogar muitíssimo bem, estávamos a trocar bem a bola, criar lances, mas não conseguimos marcar e naquela fase da taça de Portugal se não marcássemos golos não podíamos avançar e infelizmente foi o que aconteceu.

O Campeonato ficou aquém das expectativas ou considera que nem por isso?
Claro que sim. Um clube como este tem grandes objectivos e quem conhece a história do futebol feminino no Boavista sabe que temos que fazer mais e melhor. É muito mau para nós não conseguirmos fazer melhor do que nos últimos dois campeonatos. Agora temos é que pensar já na próxima época e começar já a prepará-la para conseguirmos os grandes objectivos, porque essa tem que ser a nossa obrigação e não o nosso dever.

Falhar o grupo do título marcou o resto do campeonato?
Sim, ficam sempre mazelas, embora tenhamos começado bem a outra fase. Não conseguimos dar continuidade ao bom trabalho que estava a ser feito inicialmente naquela fase do campeonato, mas conseguimos assegurar a manutenção na 1ª divisão nacional que passou a ser um objectivo da temporada e isso foi o fundamental.

 Aconteceu uma fase de derrotas consecutivas. Como explica isso?
Houveram mudanças, como todos sabemos e há sempre um tempo de adaptação a novas realidades, talvez tenha sido esse factor.

 Não acha  que o Futebol Feminino deveria jogar sempre no Bessa?
Isto é para os apanhados? Sendo eu jogadora de futebol feminino acho que devemos ter os mesmo direitos que os rapazes.
Há que mudar as mentalidades. Nós pertencemos a esta casa e jogar no Bessa não é um capricho, mas sim um direito. Repare, nós estamos a defender o emblema do Boavista não os emblemas das equipas (que desde já agradeço por nos terem emprestado casa) que nos deram "abrigo" para os jogos. Há que pensar e ver o que está correcto.
O futebol feminino tem valor e não somos umas mulheres que nos lembramos de fazer um desporto diferente, não ... isto é paixão ao desporto.

 O que sente quando joga no Bessa?
Bem, como é que lhe poderei explicar? Jogar no Bessa , na nossa casa , sentir o apoio e o carinho dos adeptos é algo que me motiva imenso. O sentimento de jogar na nossa real casa (estádio do Bessa) e jogar numa casa emprestada é diferente, é como se jogássemos sempre em casa dos adversários, não sei se me estou a fazer entender...
Espero e apelo aos dirigentes do nosso grande clube para que nos permitam jogar mais vezes em nossa casa, isso seria um grande passo para a nossa equipa quer em termos de motivação quer nos restantes factores.

 Acha que algum ano, vão conseguir essa realidade?
Enquanto à vida há esperança e acredito que essa realidade não está tão longe do que nós imaginamos.

 No exterior do vosso grupo, dá a impressão que o futebol feminino do Boavista perde força todos os anos. Concorda com essa visão ou nem por isso?
Não concordo com essa visão. Como em todas as equipas há ajustes, há alterações todos os anos. Repare, o plantel tem que receber novas atletas para podermos realizar os objectivos, nem sempre as atletas que já são da casa conseguem manter o mesmo ritmo ou o mesmo nível durante todo o campeonato. Portanto há necessidade de reforços, o que é normal.

 Como lhe correu a época a si?
A nível pessoal, foi uma época estranha. Vim de uma lesão. Ao início as marcas da lesão ainda "falavam mais alto", mas ao longo da época penso que consegui regressar ao meu nível. Com o tempo acredito que voltarei a estar 100%.
Houveram jogos onde consegui e outros que não, mas quem me conhece bem, sabe a garra que tenho e quando coloco uma coisa na cabeça, não há volta a dar enquanto não a tornar realidade... é com esta garra, força , humildade e com a ajuda da minha equipa que conseguirei.
Faltaram mais golos, mas como disse foi uma época estranha, pois nesta época conseguir bater um novo recorde de golos pela camisola do Boavista. Espero para o ano juntar o bom nível, com mais golos.

 É uma atacante quais as suas características?
Isso são perguntas que terão que ser ditas por quem me conhece, pela treinadora, por exemplo... Mas posso-lhe dizer que sou uma atacante que não dou um lance por perdido, jogo bem de cabeça, dou jogo ... o resto serão as outras pessoas que terão que dizer. Mas desafio-lhe a descobrir por si próprio, ou seja venha assistir aos jogos da minha equipa e depois tira as suas elações :) Fica aqui o convite .

Entrevista de Manuel Pina

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ALBERTO MELO ANALISA GLOBALMENTE A ÉPOCA DE FUTSAL

Terminado este campeonato vamos fazer uma análise completa. Esperavas conseguir esta excelente classificação?
Como sabes, a minha ambição, a dos meus jogadores e claro a de toda a estrutura do futsal, é que o clube atinja sempre classificações que honrem a sua história e que todos os nossos sócios e adeptos tenham orgulho em nós e na camisola que representamos.
Conseguimos de facto uma boa classificação mas penso que poderíamos ter conseguido algo mais. Fizemos um bom campeonato, atingimos alguns objectivos a que nos propusemos, fomos o melhor ataque, a quarta melhor defesa , apresentamos uma qualidade de futsal ao nível dos melhores, fomos aos quartos de final da taça de Portugal, continuamos a lançar a nossa formação no plantel sénior , tivemos a honra de colocar três atletas na selecção nacional, isto num clube que disputa o nacional da 2ª divisão é muito bom.
Só posso estar extremamente satisfeito como é óbvio.

O início foi parecido com ano anterior mas depois a equipa cresce imenso. A que se ficou a dever essa alteração?
Tivemos de facto um início de época que sinceramente não estava nas nossas piores previsões, entramos muito mal no campeonato. Sabíamos a qualidade e valor individual de cada jogador mas o nosso colectivo não estava a funcionar, alteramos todos juntos algumas coisas que não estavam a sair e tudo voltou á normalidade. Como sabes uma equipa não se faz num mês.
No entanto e por ser verdade, deixa-me aproveitar esta oportunidade para agradecer aos directores do departamento e aos jogadores por terem acreditado no nosso trabalho.
Não é fácil aguentar um treinador que há quinta ou sexta jornada tem 1 ponto na tabela classificativa, com a agravante de num clube como o BOAVISTA F. C. que tem a obrigação de ganhar em todas as jornadas.

Acabou o medo de jogarem fora de casa?
Nunca por nunca foi passada a mensagem de que ao jogarmos fora, íamos jogar para o pontinho. Os meus jogadores sabem que nunca jogamos para o empate seja contra quem e onde for, jogamos sempre para ganhar.
É óbvio que há coisas que nós não conseguimos controlar. O desejo de vencer e a motivação que os adversários têm contra nós não é a mesma do que quando jogam contra outras equipas, até mesmo na formação isso acontece. Alguns ditos treinadores que não nos conseguem ganhar no campo procuram na secretaria algum motivo para irem buscar os três pontos.
Sabemos que a nossa camisola mete muita confusão a muito boa gente mas somos de facto melhores. Aliciam jogadores, dizem mal de tudo e de todos mas não nos conseguem derrubar e alguns até ditos boavisteiros mas esses só são boavisteiros por interesse e nas horas boas.
Escutando a sua equipa técnica
 A parte final do campeonato foi muito forte pela parte do Boavista. Se começassem desta forma o Boavista podia ser candidato?
Como te disse, uma equipa demora tempo a fazer é necessário darmos algum tempo de assimilação e rotinas ao nosso modelo de jogo, tem de haver um conhecimento profundo de todos nós e isso demora algum tempo.
No desporto não há “ses” mas sim o momento.
Se verificares as equipas que subiram poucas mexidas tiveram no seu plantel e isso acabou por ser uma mais-valia para eles.

Como analisas as equipas que subiram? Achas merecida a subida?
Este campeonato da 2ª divisão pareceu-me um pouco mais equilibrado, equipas a trabalharem bem e a dificultar a vida aos teoricamente mais fortes e porque não mais endinheirados.
Felicitar o BRAGA e a AC. COIMBRA pela sua subida de divisão.
O campeonato é feito de regularidade e estas duas foram as mais regulares por isso a merecida subida de divisão.
  
Qual o adversário que te colocou mais dificuldades?
Pois, por incrível que pareça a única equipa que nos foi superior nos dois jogos foi o Chaves Futsal , penso mesmo que a qualidade do seu futsal era dos melhores. Gostei também de outras equipas como: Viseu, Covão do lobo, Póvoa futsal.

Na taça foi brilhante a vossa participação, mas deu a entender que esperavas mais ainda. Isso é verdade?
Não te vou mentir e dizer que tínhamos como objectivo definido chegar tão longe na taça de Portugal. O nosso objectivo nessa competição foi sempre o compromisso de sermos eliminados por uma equipa de 1ª divisão, infelizmente caímos com uma equipa de 2ª divisão mas com um excelente plantel e muito bem orientada.
É óbvio que queríamos continuar em prova, fizemos um bom jogo mas apanhamos um guarda redes adversário super inspirado e uma equipa que nos ganhou praticamente em transições e contra-ataque.
Foram superiores e mais objectivos na finalização.

Como analisas o campeonato na sua globalidade?
Um campeonato competitivo, com alguma qualidade mas com um futsal fraco praticado pela maioria das equipas.
Penso que é possível a todos os agentes da modalidade melhorarem as suas prestações.
Sinceramente, não me quero alongar muito neste tema para não provocar mal entendidos.

Todos sabemos que o Futsal nacional está em convulsões... se no meio desta confusão o Boavista for convidado a participar na primeira divisão, achas que deveria aceitar?
Sem duvida nenhuma . No entanto, deixa-me dizer-te que todos nós gostamos de subir dentro da quadra mas se as coisas evoluírem nesse sentido então acho que devemos aceitar.

Na actual realidade do clube achas isso possível?
Estes anos, que temos andado pela segunda divisão, tem também servido para nos prepararmos e mudarmos aquilo que as pessoas pensam do BOAVISTA F. C.
Os nossos directores têm feito a esse nível um trabalho extraordinário, conseguiram no meio de tantas dificuldades que o futsal fosse credível, estável, ambicioso e mais do que isso os próprios jogadores hoje queiram vir jogar para cá.
Para além da prestação desportiva ter sido muito boa essa se calhar foi a grande VITÓRIA DOS DIRECTORES DO DEPARTAMENTO.

Já foram efectuadas várias renovações e virão alguns reforços. Para a próxima época apostas na subida declaradamente?
Vamos com calma, continuar o nosso trabalho e se conseguirmos que seja igual a este ano melhor.
Claro, que está na minha mente devolver o meu clube á primeira divisão mas também não é uma obsessão. Ninguém me pediu como objectivo a subida mas se ela aparecer tanto melhor.
Estou como sabes extremamente satisfeito com os meus jogadores, mas o treinador quer sempre mais.
Os directores sabem aquilo que pretendo em termos de plantel e eu sei que eles estão a fazer de tudo para satisfazerem a minha vontade.

Como técnico sentiste durante o apoio necessário, por parte de dirigentes do Departamento?
Os dirigentes do departamento têm tido para comigo um comportamento excelente. Tudo aquilo que a equipa técnica tem pedido tem sido cumprido e ás vezes até mais.
Temos tido todo o apoio material necessário para realizar a época .
Têm sabido aparecer nos maus momentos e dar-nos também a força necessária para reagir  e não nos deixarmos abater.

E da Direcção extra Departamento?
Compreendo a pergunta mas também não me vou alongar muito. Temos tido a presença sempre que possível do PRESIDENTE DO CLUBE SRº ALVARO BRAGA JUNIOR QUE MUITO NOS HONRA E MOTIVA TAMBEM.

Ao que julgo saber, és  um fundador das panteras negras sentes vaidade no apoio que sempre vos dispensaram?
Não sou, nem fui fundador das panteras negras, pertenci com muita HONRA E ORGULHO á claque. É verdade que nos sentimos muito vaidosos por termos criado uma empatia tão grande com eles, devolvemos o futsal aos seus verdadeiros fundadores e isso é um orgulho.
É indescritível o apoio que eles nos dispensam, temos alturas nos jogos em que os próprios jogadores estão a cantar com a claque.
Eles sabem que são indispensáveis nos nossos jogos, são o nosso sexto jogador e contamos com eles para as próximas lutas que vamos ter de enfrentar.

Vai acontecer alguma alteração na tua equipa técnica?
A equipa técnica não vai sofrer alterações , estou muito satisfeito com todos eles.

Para terminar e aproveitando a tua pergunta,  deixa-me fazer alguns agradecimentos :
Á minha equipa técnica (FARIA, TIAGO, MARIO RODRIGUES, JOÃO MARQUES E ZÉ MENDES)
 Ao fisioterapeuta ( HENRIQUE )
 Ao massagista ( SERGIO )
Á nossa PSICOLOGA ( DRª SILVIA )                                        
Aos directores do departamento sénior do futsal
Ao G.D. VISO E SEUS ASSOCIADOS
Ao SRº BERNARDINO E RESTANTE FAMILIA
Á MELHOR CLAQUE DO MUNDO ( PANTERAS NEGRAS )
 AOS MEUS JOGADORES
A TODOS AQUELES QUE ESCREVEM NOS SITES PARTICULARES E DO CLUBE que levam o nome do nosso Boavista FC a todos os cantos do mundo e divulgam deste modo o nosso trabalho.

Entrevista de Manuel Pina