quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

VÍTOR NASCIMENTO O TÉCNICO DA FORMAÇÃO DE ANDEBOL



Vítor Nascimento, é um dos técnicos de andebol do Boavista, que se dedica aos jovens, ensinando-lhe os primeiros pormenores da modalidade, nos quadros axadrezados há vários anos. 

É actualmente responsável pela equipa de Infantis. Sente-se bem a trabalhar com esses jovens?
Para mim nada é mais gratificante do que trabalhar com formação e quando esta é na sua etapa de iniciação, mais valor dá a esse sentimento.
Sempre considerei um treinador de formação, pelo que posso dizer que me sinto uma pessoa felizarda e realizada por poder treinar o escalão em que me encontro

Quantos jovens compõem esse escalão?
Neste momento o escalão de Infantis Masculinos é composto por 31 atletas, tendo iniciado a época com 22 atletas, tendo entrado mais 9 atletas novos no seu decorrer, o que é um número muito grande para um escalão.

É habitual acompanhar os seus atletas quando sobem de escalão. Será assim desta vez?
Muitas das vezes esse acompanhamento é feito pelo gosto e vontade do treinador em prosseguir o seu trabalho de base, ou por necessidades de organização técnica do Departamento. Para mim o importante é estar onde sou mais necessário, excluindo os escalões de competição, pois considero-me Treinador de Andebol do Boavista FC, pelo que onde o Clube precisar de mim é onde eu estarei, mas neste momento e porque o meu fim de carreira está próximo, cada vez mais gosto de estar na base da formação, pelo que se no próximo ano for para continuar, preferencialmente gostaria de ficar no mesmo escalão, primeiro, porque tenho muitos atletas do 1º ano para dar continuidade à evolução deste ano, segundo porque o João Carmo está a fazer um excelente trabalho no escalão de Iniciados e merece potenciar e consolidar todo a sua dedicação.

Em caso de os acompanhar, até que escalão o fará?
Como respondi na questão anterior, gostaria de me manter no mesmo escalão. Adoro o Andebol, mas não me vejo a treinar por muito mais tempo, por isso tenho de ser uma pessoa realista e conscienciosa e como tal, pensar no que é melhor para o Clube e não para mim, até porque também não sei se é do interesse do Boavista FC a minha continuidade, pelo que nunca poderei ser eu a impor condições, mas sim analisar o que me propoêm.

Muitos adeptos, consideram que o Vítor Nascimento, é um homem da formação. É correcto pensar assim, ou um dia poderá treinar uma equipa sénior?
Sou Treinador há já 25 anos, na verdade já treinei equipas seniores, não que me tenha saído mal, mas só o fiz porque era um Clube especial e porque precisavam do meu auxílio porque estava em perigo a continuidade do Clube, pelo que foi uma situação excepcional.
Devo salientar que sou um treinador de formação por opção e não por falta de ambição.
Infelizmente os Treinadores de Formação só vêm o seu trabalho reconhecido nos princípios das acções de formações técnicas e na teoria, pois é consensual que sem uma boa formação não poderão haver atletas de alta competição.
No entanto os treinadores de formação na maior parte das vezes não são reconhecidos, quer pelo trabalho que fazem nem em termos monetários, pois para onde todos olham é para os resultados e competições das equipas que dão visibilidade aos Clubes, que normalmente são os seniores.
Assim e na realidade do Boavista, apesar de não o ser, acabo por ter um pouco de treinador sénior, pois grande parte dos atletas da sua equipa iniciaram comigo a sua etapa de formação.

Quais as principais dificuldades que encontra no contexto actual, para desenvolver o seu trabalho?
As maiores dificuldades que encontro são a falta de espaços e tempos de treino, bem como o factor financeiro que não nos permite criar duas equipas do mesmo escalão.
Treinamos três vezes por semana, em meio campo, no período de uma hora. Imagine o que é fazer um treino para 32 miúdos em meio pavilhão!!!!!!
Ofereci-me para criar uma segunda equipa de infantis, para todos poderem competir regularmente, temos 32 atletas, para cada jogo só posso levar 14, ficam sempre parados 18 em cada fim-de-semana… Mesmo assegurando os treinos e jogos de todos, esta pretensão foi-me recusada, porque actualmente para o Boavista é impossível suportar os custos com os jogos (aluguer do pavilhão) e arbitragens para uma segunda equipa.
Naturalmente que estas dificuldades me trazem trabalhos redobrados, pois se por um lado quero formar os atletas convenientemente, por outro sinto que devido ao número exagerado de atletas, não consigo ter as preocupações técnico/tácticas individuais que desejava.
Felizmente até ao momento tenho conseguido gerir todas estas dificuldades, bem como tenho conseguido manter motivação e vontade de continuar em todos os atletas, sem que nenhum até ao momento tenha desistido. Mas tudo isto exige muito de mim…

Nos escalões mais baixos (minis e infantis) considera importante a obtenção de resultados desportivos, ou não os considera fundamentais?
Esse é um daqueles temas que criam muita celeuma, se bem que para mim tenho as minhas ideias bem definidas.
O Andebol como desporto, naturalmente vive de resultados pelo que obrigatoriamente tem de haver competição.
Da mesma forma cada atleta (individuo) é competitivo logo espera obter resultados.
Assim, na minha forma de estar e linha orientadora, assume claramente que os resultados desportivos no escalão de Minis e Infantis, tirando os efeitos motivacionais são o que menos me importa.
Formação, tal como a palavra diz, forma atletas, ou seja, fornecemos informação e bagagem técnico/táctica individual nas suas etapas próprias para que findo o seu processo de formação e entrada na competição o atleta esteja bem dotado e capaz de sobressair na modalidade.
Para mim a formação é isso mesmo ensinar, potenciar os atletas para que no final do seu processo evolutivo possam consolidar tudo o que apreenderam.
A maior parte das pessoas pensam como eu, mas infelizmente, na prática nem sempre o aplicam, pois acabam por preferir vencer, mesmo que isso implique colocar a jogar sempre os mesmos 7 ou 8 jogadores, do que trabalhar pacientemente todos os atletas, dando oportunidades a todos para que possam ter a possibilidade de mostrar os seus dotes e vivenciar o factor jogo para além do treino.
Como costumo dizer, TODOS queremos ganhar, mas no fundo acabam por ganhar aqueles que têm melhores armas…

Para além de treinar estes jovens desenvolve mais alguma actividade no Andebol do Boavista?
Já estou no Boavista à quase 16 anos, já passei por quase todas as funções no Departamento de Andebol, mas neste momento dedico-me exclusivamente ao treino, mas sem nunca me alhear da realidade do Departamento nem deixar de dar o meu auxilio para o que for necessário

O que é para si o andebol e como vê a modalidade em Portugal?
O Andebol para mim é como uma família.
Infelizmente o Andebol a nível geral acaba também por ser um pouco o reflexo do país, ou seja está em crise, endividado e sem investimento.
Há um ou dois Clubes que têm dinheiro e discutem entre eles os prémios existentes e há todos os outros que entre eles disputam o pouco ou nada que sobra.
No entanto, como considero o Andebol como família, devo salientar que no escalão de Infantis, para além do Técnico que sou, sou também o Pai e Encarregado de Educação que transmite valores, regras, orientação e respeito e o saber estar em toda a sua plenitude, exigindo sempre mais isso, do que propriamente resultados desportivos.
Para mim, mais grave que a crise material é a crise de valores…

Entrevista de Manuel Pina Ferreira

sábado, 10 de março de 2012

PAULO CORREIA - O FOTOGRAFO AXADREZADO

Paulo Correia, é o editor do Blog, Boavista 3 que tem a sua base, nas fotos que todas as semanas tira em (quase) todos os jogos do Boavista. Encontramo-nos no jardim da Boavista num dia primaveril e sentimos a dúvida que no momento “ataca” o Paulo. Continuar o trabalho que mensalmente lhe custa cerca de quinhentos euros… ou abdicar desse grande amor. Tudo seria fácil de gerir se existisse alguma ajuda dos muitos que utilizam o seu trabalho.
Estão difíceis as coisas para continuares o teu trabalho. Como tem sido possível continuar?
Para continuar o meu trabalho e porque quero estar em todo o lado, sem faltar a nenhum jogo, tive que conseguir a colaboração de duas pessoas para me fazerem deslocar. Aos sábados tenho uma pessoa para os jogos de manhã e outra para de tarde. Ao Domingo tenho uma pessoa que me acompanha todo o dia.
Qual o custo?
Tenho que pagar trinta euros sábado de manhã e outros trinta de tarde. Ao Domingo pago sessenta euros. Por isso, cada fim de semana custa-me no mínimo cento e vinte euros, que multiplicado por quatro… quase chega (quando não ultrapassa) os quinhentos euros!
Esse dinheiro sai de onde?
Do meu ordenado!
Não tens nenhum apoio, mesmo mínimo?
Absolutamente nenhum! Tenho muito apoio moral, isso sim! Todos dizem bem, todos se queixam quando há poucas fotos… mas ninguém me ajuda com um único euro! E, seria tão fácil!
Mas tens a noção que muita gente, vê o teu trabalho?
Sim, ainda no domingo tive a noção que cerca de duas mil pessoas foram visitar o blog para ver e tirar fotos. Tenho a noção que mais de mil pessoas vão visitar o blog diariamente. Tenho a noção que atletas, pais, treinadores vão ao blog. Tenho a noção que toda a gente valoriza o trabalho, mas tenho a certeza, que ninguém quer ajudar!
Mas como se pode dar a volta a essa realidade?
O Boavista tem muitos Blogs. Se cada um, não se preocupa-se só com o seu blog e falássemos mais uns dos outros, talvez houvesse mais divulgação do meu trabalho e chegassem à conclusão que o meu Blog precisava de alguma ajuda. O Clube, nada me dá, para além de me facilitar a entrada no estádio nos jogos de futebol.
Não consideras que cada modalidade poderia ajudar?
Claro que sim! Repare, se cada modalidade me desse no final do mês quinze ou vinte euros – que para eles não era nada – para mim seria uma grande ajuda! O Boavista tem cerca de trinta equipas de futebol , para não ir para as amadoras, se cada uma equipa, entre pais e técnicos me desse dez euros no final do mês… isso, cobriria mais de metade daquilo que eu gasto sozinho.
“se cada uma equipa, entre pais e técnicos, me desse dez euros no final do mês…”
Já colocastes essa questão directamente?
O ano passado cheguei a falar com alguns directores, e inclusive com o treinador sénior de futsal, para cada modalidade me dar dez euros mensais. Disseram-me que concordavam, com a situação desde que as fotos lhe chegassem a eles. É uma situação a estudar e fácil de resolver. Esse valor que pedi, era uma ajuda enorme!
Ajudava a pagar as  viagens…
Sim, ajudava a pagar as viagens, porque o resto é a minha disponibilidade, que não considero como tempo perdido, mas como tempo ganho! Porque faço o que gosto para o meu Clube. Eu tenho é que conseguir um valor, para pagar as despesas de quem anda comigo, porque eu não faço isto por dinheiro, e nem quero ganhar nada com isto para mim.
Vamos ser pessimistas. Se ninguém te ajudar como vais continuar a gastar quinhentos euros por mês?
Se calhar, vou ter que fazer uma selecção dos jogos em que irei estar presente. Se isso, acontecer vai-me custar bastante. Eu tenho uma página no facebook e as pessoas, pedem para ir a determinados jogos e quando não vou a um, há sempre um miúdo a reclamar pela minha ausência… mas eu não posso continuar sozinho a estar em todos os jogos.
“Se calhar, vou ter que fazer uma selecção dos jogos em que irei estar presente…”
Vamos fazer uma análise, pela época desportiva, numa perspectiva pessoal. Como analisas a época, globalmente?
Começando pelo futebol sénior, digo que está aquém das espectativas. Andou-se até ao meio da época com a espectativa de subida e de repente aparecem quatro derrotas, que deitaram a equipa abaixo. Não sei se de propósito, ou não, mas a verdade é que a equipa já não tem hipóteses de subir!
A equipa do Distrital, está a fazer um bom trabalho e continua a lutar pelo título. Na formação os Juniores B, conseguiram o título distrital, no seu primeiro ano, considero um óptimo trabalho. A única equipa, que conseguiu apurar-se para a fase final, foi o Juvenis A, que neste momento já não tem hipóteses de seguir em frente.
E as Amadoras?
A equipa sénior do Voleibol, está a fazer um excelente trabalho. Sinceramente, nem sei como isso é possível! E estão na luta pela subida e pelo título nacional. É um óptimo resultado. As juvenis foram apuradas para o Campeonato nacional, que estão a disputar com grande entrega. As restantes equipas de Voleibol estão a trabalhar na formação de atletas.
No andebol, penso que não se pode pedir mais. Os Iniciados estão na fase final, só com vitórias. Os infantis, estão também na fase final. Os seniores, tiveram uma época difícil, mas vão-se mantendo.
No futsal adaptado, está muito bem. Está em primeiro lugar e luta pelo título nacional, por isso, está muito bem.
No futsal sénior, todos sabiam que a subida de divisão, iria trazer um choque competitivo. Tem sido uma época complicada, mas continua a lutar pela manutenção. Os juniores lutam no sábado (hoje) no Freixieiro pelo título distrital. Os juvenis, já estão apurados para a fase nacional.
Esse jogo dos juniores coincide com o jogo dos seniores…
Acho que está mal. Andaram toda a semana a apelar pelo apoio nos dois jogo e depois os jogos são há mesma hora… isso, é muito mau, porque nos divide. Uns num lado, outros noutro… se calhar nem estaremos num nem noutro. Não percebo, esta situação.
Futebol feminino?
Uma excelente prestação da equipa sub 17 que comanda o campeonato distrital e joga muito bem. As seniores foram apuradas para a fase final, onde vai lutar pelo melhor lugar e mesmo pode chegar ao título. As panterinhas continuam a mostrar o seu valor. Resumindo, o feminino está muito bem.
Voltando atrás. A Direcção nunca mostrou interesse em te ajudar?
Tive uma reunião com a Rita Lima, em que me propôs em que eu trabalhasse exclusivamente para o Blog das Modalidades. Mas impondo-me que ela é que escolhia os jogos em que deveria estar presente e não me pagavam nada! Queria que eu só acompanhasse as equipas seniores. Disse-lhe que o que mais dá enfâse ao Blog é exactamente a formação. Os miúdos são os mais interessados neste trabalho… Quer dizer, cortavam-me a liberdade e eu continuava a pagar. Não podia aceitar tais condições!
Depois cheguei a falar com o Diogo Braga, que me deu um cartão que me dá liberdade nos jogos do Bessa, mas não consegui mais do que isso. Nunca houve uma reunião em que me dissessem… tens um bom blog que é útil ao Clube, por isso vamos colaborar contigo.
Quando se realizam jogos fora de casa, alguma modalidade te convida para ires na comitiva?
“É verdade, quase nenhum reconhecimento pelo que faço e era tão fácil, colaborar!”
O Andebol, sempre me disse, que os posso acompanhar sempre que o desejar. O Voleibol neste momento, é impossível. No futsal, é sempre muito difícil acompanhar a equipa sénior. Numa altura que era a minha colaboradora a fazer o serviço, ainda conseguimos uma ou duas vezes, mas agora, não consigo. No adaptado, algumas vezes vou, principalmente em distancias curtas. No futebol nem tento… é impossível.
Muita dedicação tua, mas pouco reconhecimento?
É verdade, quase nenhum reconhecimento pelo que faço e era tão fácil, colaborar!
O  que esperas do futuro?
Sinceramente, com tantas visitas que tenho, com visitas do Canadá, do Brasil, pais de miúdos que estão a trabalhar no estrangeiro, que vão ver o blog. Por tudo isso, espero que a Direcção do Boavista, chegue até mim e me convidasse para fazer um trabalho, atribuindo-me uma pequena quantia para ajudar. Qualquer quantia ajudava… Eu estou algo cansado mas continuo com esperança em que oiçam este meu apelo.

 Entrevista de Manuel Pina Ferreira

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

JOÃO MARQUES NUMA PARAGEM DE SERVIÇO

João Marques, é um boavisteiro de sete costados que se dedicou de corpo e alma ao clube e em especial ao Futsal.
Foi atleta do Clube em todos escalões de formação. Depois de breve ausência regressou ao Boavista para desempenhar os cargos de treinador adjunto das equipas de Juniores e Seniores.
Estudando na Faculdade de Desporto, vai ser obrigado a deslocar-se ao Brasil para efectuar um estágio do curso Erasmo.
Na véspera da partida para o Brasil fizemos uma retrospectiva da época.
João vais interromper a tua participação no Boavista por uns meses. Confirmas?
Sim confirmo, parto no Sábado para o Brasil. Estou a frequentar a Faculdade de desporto aqui do Porto e através de um protocolo que temos com algumas Instituições, tenho a possibilidade de ir estudar cinco meses para o Brasil.
Para que cidade?
Vou para Flororipa, em Santa Catarina.
Estava previsto?
Sim já era previsto esta situação há cerca de nove meses mas a confirmação saiu há cerca de dois meses e agora está na hora da partida.
Tu eras dois em um. Treinavas os seniores e juniores e agora a falta vais sentir-se igualmente nos dois escalões. Vamos começar pelos Juniores. Como vês a situação da equipa?
Para já temos que começar com as alterações impostas pela FPF que mudaram radicalmente a prova, já para este ano. Como sabe agora serão apurados dois clubes da associação do Porto em vez de um, como até aqui.
Altera o campeonato?
Altera substancialmente a estrutura do campeonato. Anteriormente haveria duas equipas a lutar por um lugar. Com a abertura de duas vagas, fez com as possibilidades de apuramento fossem abertas a mais duas equipas. Neste caso o Caxinas e o Rio Ave, quando anteriormente a luta era entre o Freixieiro e o Boavista.
Mais luta?
Sim. E o que veio complicar ainda mais a nossa situação foi a derrota que tivemos com o Caxinas, que permitiu a reentrada desta equipa na luta pela subida.
Como está a decorrer a época, na tua opinião?
Na minha opinião, está a ser uma época muito positiva, para além de no início terem acontecido alguns problemas que não desejávamos que acontecessem. No início da época, tivemos pouco tempo de pavilhão, derivado aos problemas que são conhecidos por todos. Mas depois desta fase a equipa conseguiu a atingir um nível muito bom. Obtivemos uns excelentes resultados, tirando esta derrota inesperada, atingimos um nível excelente de futsal. Temos uma equipa constituída por excelentes jogadores a quem auguro um grande futuro pessoal e que igualmente podem dar ao clube um excelente futuro e ao futsal nacional.
Qual é o ponto da situação classificativa?
O Freixieiro está em primeiro com a vantagem sobre nós, de três pontos e nós temos a vantagem, de um ponto sobre o Caxinas. O Rio Ave, está na minha opinião fora da corrida. Por isso, a cinco jornadas do final está uma luta a três para dois lugares.
As coisas estão apertadas…
A margem de erro é zero.
O que dizes da experiencia de trabalhar com Pedro Ferreira?
É impossível não gostar de trabalhar com o Pedro Ferreira. O Pedro no futsal dispensa quaisquer apresentações, é antigo internacional e estudioso da modalidade. Não tenho qualquer problema em dizer que aprendi mais nestes dois anos a trabalhar com o Pedro que em treze anos a jogar. Foi uma vantagem poder ter trabalhado com ele como para os jogadores é uma grande vantagem terem o Pedro Ferreira como seu treinador. Como pessoa e como técnico é uma grande vantagem. Nunca nenhum treinador, me conseguiu ensinar o que apreendi com ele. Foi um enorme prazer e uma grande sorte ter trabalhado com o Pedro Ferreira.
Eu senti que vocês no ano passado no Juvenis sentiram alguma dificuldade impor a visão do Pedro na equipa. Concordas?
Sim. Nós nos juvenis sentimos a dificuldade, porque quisemos impor um ritmo como sendo uma equipa de seniores. O Pedro, defende que só sabe trabalhar com um rendimento e rigor como se as equipas que treina fossem seniores, sem paragens… sempre a duzentos. Nos juvenis encontramos uma equipa que não estava preparada para treinar e jogar a esse ritmo. Esta época, nos Juniores, tendo conhecimento que ainda não é uma equipa sénior, sabemos que temos uma equipa de grande qualidade de treino a que aliam a sua grande qualidade técnica. O fruto da é a qualidade do jogo que apresentam é resultado do seu empenho nos treinos e na qualidade com que o fazem.
Passemos aos seniores. Achas que ainda é possível atingir a manutenção?
Com as alterações que o plantel sofreu, a equipa é claramente mais competitiva e mais forte, mais adulta, mais equilibrada e experiente. Temos a perfeita noção que estamos numa situação frágil, que nos vai obrigar a trabalhar e sofrer muito, para conseguir os objectivos, mas como disse com esta equipa mais forte acredito que vamos conseguir a manutenção. Temos muitos jogadores com qualidade e valor para o Boavista alcançar esse objectivo.
Mas vai ser muito difícil?
O nosso campeonato começa com o AMSAC e para além de o termos de vencer, teremos que vencer todos os jogos que disputarmos, mas o jogo com o AMSAC é fundamental.
Como vai passar o João Marques longe do “seu” Boavista e principalmente longe do futsal do Boavista?
Vai ser complicado… muito complicado! E vai ser complicado porque, isto já faz parte de mim. O futsal e o Boavista fazem arte de mim, mas mesmo no Brasil vou procurar estar sempre informado sobre o clube e sobre tudo que se passa por cá.
No Brasil, vai ser só estudos?
Vou trabalhar lá com uma equipa Brasileira. Já tenho os contactos e tenho que agradecer ao Ivan que me deu muitos contactos no Brasil e que está a tentar fazer com que seja possível realizar lá um estágio. Vai ser complicado separa-me da minha família e da família Boavisteira, mas sinto-me preparado e acho que será favorável na minha evolução pessoal e desportiva.
No regresso, qual o objectivo a seguir?
Quando regressar ainda não terei o curso completado, faltando um semestre para o completar. Com a crise que atravessamos tenho a consciência que será difícil conseguir um trabalho, mas tudo farei para o conseguir. A nível desportivo vou tentar evoluir no futsal e esperar pelas oportunidades que surgirem.
Um dia veremos o João como treinador principal de uma equipa?
Espero bem que sim. Os meus objectivos passam por isso. Claro que ainda estou numa fase de aprendizagem, espero no futuro adquirir os conhecimentos para alcançar um patamar que permita esse objectivo, que é uma meta de qualquer treinador.
Quem te conheceu como eu há meia dúzia de anos, verifica que a tua carreira tem sido fulgurante. Não tem sido assim, um pouco precoce?
Tenho que admitir que foi rápido. Na altura, quando entrei para o Boavista, foi para ajudar o treinador dos iniciados que era o Vasco Fragata e sem falsas modéstias, sinto que neste momento já atingi um patamar bastante elevado que é ser adjunto de uma equipa de primeira divisão Nacional e daquela que considera a melhor equipa Nacional de Juniores.
Vi-te como jogador de iniciados, depois juvenis, juniores… regressas para colaborares e de repente, deixas de ser um colaborador e todos te vêem como um treinador de corpo inteiro. O que sentes?
Orgulho naturalmente, mas a consciência que tenho trabalhado para atingir esse estatuto. Tem sido rápido, mas tem sido conquistado por mim. Por isso, tenho orgulho nisso! Fico feliz por saber por intermédio de jogadores e agora pela voz do senhor Pina, que gostam do meu trabalho. É bastante ouvir esses comentários como é gratificante sentir o entusiasmo dos jogadores nos treinos que eu dirigi.
Mas a tua decisão desportiva, foi quando abandonaste a prática como atleta, para tão jovem apostares no cargo de treinador. Como se processou essa decisão?
Quando estive no plantel júnior do Foz, a minha aposta era fazer parte do plantel sénior na época seguinte, porque o Foz estava na segunda nacional. Com a mudança de treinador isso não foi possível e como não iria fazer parte do plantel. Aí tomei a decisão de apostar na carreira de treinador abandonando a carreira como jogador. Preferi isso que ir jogar para uma equipa do distrital só para me entreter. Sempre joguei e habituei-me a jogar para vencer.
O treinador do Voleibol do Boavista, defende que até aos juniores todos têm o direito de jogar, depois deste escalão, todos devemos analisar se devemos ou não continuar. Concordas com esta visão?
Completamente de acordo.
O Brasil é sinónimo de desporto. Como vais responder aos Brasileiros quando te questionarem sobre o Boavista?
Vai ser complicado. Para além de toda a gente saber a minha opinião sobre esta realidade, também tenho que dizer que sinto que o Boavista, e não só o futebol, está a ser alvo de várias injustiças. Sinto que a sociedade já tem aquele julgamento, que se é Boavisteiro é corrupto!
É habitual perguntarem, então o teu clube ainda não acabou? Eu não terei problema algum de chegar ao Brasil e dizer que o Boavista ainda não está morto, que o Boavista ainda pode renascer das cinzas. E afirmar que há milhares de pessoas a trabalhar para que o Boavista possa renascer.
O João Marques, crítico vai dar lugar ao João do laço… no Brasil?
A minha opinião não vai mudar, mas é óbvio que lá não assumirei a minha opinião critica e tentarei transmitir um ideal de esperança e força em defesa do meu clube.
Mas o João ainda não partiu. E pergunto, tens esperanças neste Boavista?
A nível de clube, acho que cada vez está mais difícil, porque cada mês que passa as dividas vão aumentando e não está a ser feito nada para que essa situação seja alterada. Está a ficar cada vez mais complicado, mas optimista como sou, e vendo uma quantidade de pessoas que apostados em trabalhar para o Boavista, espero que tudo um dia melhore… mas vai ser muito difícil.
No teu regresso, estás à espera que os teus juniores estejam no aeroporto para te entregarem a tua faixa de campeão nacional?
Era bom sinal. Era sinal que tínhamos alcançado os nossos objectivos. Embora defendamos que estamos na formação mais para formar homens para o futuro e jogadores para entrar numa equipa competitiva de seniores e mesmo numa futura selecção, mesmo assim, é óbvio que ser campeões seria fantástico. Era sempre muito bom ter lá no aeroporto a tal faixa à minha espera.
Alguma mensagem para os teus jogadores?
O que tinha a dizer já lhes disse. Tenho que agradecer tanto aos juniores como aos seniores o prazer que tive em trabalhar com eles, ver que jogadores que tanto deram ao futsal nacional, considerados dos melhores que jogaram em Portugal, reconhecerem o meu trabalho isso é para mim espectacular. Desejo que todos consigam atingir os seus objectivos, que isso é que é fundamental.
Entrevista de Manuel Pina

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MANUEL MOREIRA, APONTA O DEDO NA FERIDA

Treinador dos Iniciados de Futsal
Manuel Moreira, treinador da equipa dos Iniciados, demonstrou estar desagradado com algumas situações e resolveu colocar o dedo nas feridas, antes que seja tarde.
Não é uma entrevista pacífica, mas sim de um Boavisteiro, preocupado com a situação que acha estar a prejudicar o seu trabalho.
Qual o seu passado, só para nos sintonizarmos?
Joguei em dois clubes de maior nomeada, o Coimbrões e o Juventude de Gaia e comecei a treinar este clube, quanto tinha dezassete anos. Consegui a subida de divisão em Iniciados no ano passado. Estou no Boavista pelo primeiro ano, mas sou adepto e sócio do Boavista há muito anos.
Como está a decorrer a época?
Infelizmente, não está a correr como eu esperava. Para já, porque a pré-época correu mal, em termos de inscrições e de jogadores e isso está a repercutir-se no campeonato.
Pareces muito preocupado…
Isso é devido ao comportamento de alguns jogadores, ou melhor dizendo da falta de comportamento de alguns jogadores. Esses jogadores não se têm comportado como jogadores do Boavista e não demonstram conhecer e adequar aos valores que a Instituição tem e ao seu passado.
Só na tua equipa ou mais que isso?
Talvez não só, mas eu falo pela minha equipa. Tenho aqui jogadores, simplesmente, porque já estavam e me disseram que eram jogadores para continuar. Mas se fosse por mim, não estavam aqui.
Mas queixas-te de quê?
De disciplina e não só! Eu acima de jogadores, formo homens. E formamos homens incutindo-lhe valores para que não sejam bons só no futsal, mas que também sejam bons lá fora na sua vida. Alguns têm uma base boa, mas outros não a têm. Alguns têm capacidade de entrega, de empenho, durante os treinos e jogos, nunca desistem por uma bola, respeitando a opinião de colegas e Directores e Treinadores. Outros, não mostram nada disto e fica muito aquém daquilo que eu esperava quando vim para cá.
Estou surpreendido. Isso é constante?
Tem fases melhores, tem fases piores.
Mas isso não é uma missão do treinador…
Infelizmente, cada vez mais…é.
Mas acha que deveria ser?
Considero isto, porque (como diz um professor meu) cada vez há mais cancros no desporto de formação. E talvez, o maior cancro sejam os pais!
!!!
Partilho da opinião do meu professor quando diz isso. Não sei se eles têm educação em casa, mas eles têm valores, têm comportamentos que não se ajustam ao que eu desejo que tenham quando trabalham comigo. Não vão de encontro à minha filosofia, nem vão de encontro aquilo que é a filosofia do Boavista e dos valores necessários na formação, para no futuro serem atletas seniores do Boavista.
Estás desiludido?
Repare, não estou desiludido por estar no Boavista. Sou Boavisteiro e tenho muita honra em servir naquilo que posso, o meu Clube. Venho para aqui sempre com a mesma vontade e concentração, mas temos que dizer as verdades e as coisas negativas não devem ser escondidas.  Seria mentira se estivesse a dizer que as coisas estão muito bem, que os miúdos são fantásticos – não digo que não sejam – o que digo é que têm comportamentos que não adaptam ao Boavista.
Como está a classificação?
Neste momento, estamos em oitavo lugar, muito mais próximos da descida que dos primeiros lugares. Viemos de uma fase negra de sete jogos, nos quais só conseguimos um empate. Nada justificava que essa situação acontecesse, pois tínhamos começado com três vitórias consecutivas. Mas a realidade é que estou mais preocupado com a luta dos lugares de baixo que com os lugares de cima.
O que espera para o futuro?
Acima de tudo que a equipa seja reforçada. Foi a condição que coloquei quando apresentei a proposta de colocar o meu lugar à disposição. Eu estou no Boavista para ver o Clube vencer, mas se vejo que o clube não vence comigo, é lógico que à que dar lugar a outra pessoa que o consiga colocar no rumo das vitórias, fazendo melhor que eu.
Qual a posição da Direcção?
A Direcção rejeitou essa minha posição, mas a condição que ficou assente era de reforçarmos a equipa, com jogadores novos este ano. Estamos a ver jogadores, mas sabemos que não vai ser fácil. Primeiro, porque é para o Boavista e ninguém querer fornecer jogadores ao Boavista, apesar de continuar a defender que nós temos uma das melhores escolas de formação. Espero ver a equipa reforçada, espero que a atitude dos que cá estão melhore e que todos juntos consigam mostrar o que é o Boavista.
Tem esperanças de uma mudança de comportamento?
Tem que acontecer,  se não as coisas vão ser muito difíceis para o futuro. Não falo de Directores nem de treinadores. Falo de jogadores! Temos que remar todos para o mesmo lado, se não vêem tempos muito difíceis. Sei que é uma equipa nova, que temos de dar tempo para as coisas acontecer, mas o tempo  que já têm  juntos,  é  mais que suficiente para haver uma maior união. O que mais incomoda é que não são os que vêm de fora que trouxeram essas atitudes, mas sim os que cá estavam há mais tempo.
Sentem as “costas quentes”?
Só se for por parte dos pais, que por minha parte não têm qualquer hipótese disso. É mau para eles agora e no futuro. Enquanto eles não perceberem que no futuro eles vão ter um patrão, alguém que mande neles – a não ser que o pai lhes abra uma empresa – eles vão ter sérias dificuldades para conseguir um emprego e depois evoluir. Eu não duvido que até podem ser muito bons na escola, mas a escola não é tudo. Eles até podem ser assim aqui e lá fora serem melhores… mas a mim o que me interessa e diz respeito é aqui.
Sente que pode alterar?
Claro. Acho que está na altura de alterar tudo, para que o Boavista comece a vencer e que comece a ser respeitado. Temos que alterar e já. Temos um projecto para o ano, do qual já falei com o Rui Costa, fazendo uma selecção mais rigorosa de quem nos interessa e de quem quer colaborar no futuro. Sempre que jogamos, há no adversário um ou dois jogadores que já estiveram no Boavista. Falo sobre ele e dizem-me que era um jogador atinado e que respeitava, mas que tecnicamente… logo, acho que aqui só interessa quem jogue bem. Mas e a personalidade? Espero e desejo que as coisas se alterem.
Em relação ao presente?
Alcançar a manutenção o mais depressa possível e depois pensar em mais alguma subida na classificação, mas o que é urgente é alcançar a manutenção o mais rápido possível. Espero um bom comportamento para acabarmos a época bem, quer no campeonato, que na Taça da Associação.

 

Entrevista de Manuel Pina

domingo, 4 de dezembro de 2011

MÁRCIO MESQUITA, UM TODO TERRENO

MÁRCIO MESQUITA

Márcio Mesquita é um Boavisteiro que entrega parte do seu tempo livre ao clube. É mais um dos anónimos que poucos conhecem e que muito trabalha. É seccionista da equipa das escolinhas  de futsal, pertence ao Grupo da Panteras negras, é Dirrigente da A. Amigos e Editor do Blog do Futsal de Formação.
Para conhecermos um pouco melhor a sua actividade, escutamo-lo durante um treino da sua equipa de jovens.
Quando começaste (e como se processou esse ingresso) como seccionista de futsal ?
Há duas épocas. Foi através do contacto do Armando Simas, eu conhecia a esposa dele e a senhora falou da possibilidade para ajudar o Clube. Falei com o Simas e pronto, aqui estou.
OS ESCOLINHAS

Sempre neste escalão?
Sim. Sempre nos escolinhas.
Como está a decorrer a época?
Esta época está um pouco diferente da passada. Na época passada tínhamos jogadores mais evoluídos tecnicamente. A presente, tem jogadores, que penso, poderão vir no futuro, a dar mais alegrias ao Boavista. É uma questão de evoluírem, como todo esperámos.
No conjunto são de que ano?
Na sua maioria este plantel é formado por jogadores do primeiro ano.
Este escalão, sendo o primeiro é de formação de atletas, mas essencialmente de futuros homens. Tens neste plantel algum elemento mais difícil?
Basicamente anda tudo na linha do esperado. Sendo um escalão de (base) da formação e querendo formar os miúdos como futuros cidadãos, temos que formar também os atletas a nível competitivo. As duas vertentes juntas serão o ideal, pelo qual o grupo de trabalho luta. É necessário que eles lutem pelas vitórias que as sintam, porque o Clube vive de vitórias…
Competitivamente como está o campeonato?
Estamos a meio da tabela. Estamos inseridos numa série difícil, na qual estão, os ditos grandes. O Freixieiro, Biquinha, Cohaemato, por exemplo. Perdemos com esses adversários e depois tivemos o azar de perder com a Juventude de Gaia, onde falhamos “ene” golos. Na semana passada voltamos às vitórias e esperamos continuar.
PANTERAS E AMIGOS

Para além desse trabalho, sei que também pertences aos Panteras.
Já estive mais activo e mais ligado. A falta de tempo tem-me desligado um pouco do grupo e sinceramente penso que serei mais útil, onde estou no momento.
Mas fazes parte da Associação de Amigos?
É verdade sou Vogal da Direcção da Associação de Amigos, fui eleito nas últimas eleições e tento ajudar no que posso, numa Associação que é muito importante para o futuro do Boavista.
Como entendes esta luta “surda” entre alguns Boavisteiros contra uma Associação que existe unicamente para colaborar com o Clube?
Penso que a situação mudou com esta nova Direcção. A associação está para ajudar o Boavista e não vejo nada de mal entre as duas partes. O que passou… passou.! A Associação só ajuda o Boavista, quer na formação, quer nas modalidades amadoras. Neste momento considero que é muito importante para o Clube esta colaboração entre as duas partes. Espero que os Boavisteiros ajudem a Associação para esta poder ajudar o Clube.
Sentes as coisas mais calmas?
Sim, acho que estão normais.
EDITOR DO BLOG DA FORMAÇÃO

Sei que és o Editor e Criador de um blog para o futsal de Formação. Como nasceu a ideia?
Quando entrei no futsal, trazia essa ideia e apresentei-a ao rui Costa – Coordenador da formação – ele aprovou e eu arranquei com o blog.
Que já esteve mais forte e activo. A que se deve essa quebra?
Basicamente agora, é só o calendário dos jogos e resultados, de vez em quando, sai uma antevisão de um treinador ou o comentário a um jogo…
Mas porquê essa quebra (repito)?
Por alguma falta de apoio de todos os escalões de formação. Eu não posso andar sistematicamente a trás das noticias, tenho que ter colaboração dos directores de cada escalão. No principio isso acontecia, mas com o tempo foi-se enfraquecendo e na actualidade quase desapareceu. Eu sozinho, não posso alimentar um blog que é (era) de toda a formação.
O que era necessário, para um novo ritmo?
Que me dessem mais noticias para o dinamizarmos. Mas tenho que respeitar as opções das pessoas. Lamento mas tenho que aceitar.
Está em andamento a construção de um site para o futsal, que colocará fim aos dois blogs existentes. Concordas com a ideia?
Claramente, que concordo. Um site oficial terá sempre mais valor e credibilidade que dois blogs. O futsal não é só formação, como não é somente seniores. Somos um clube que tem sete equipas de futsal. Não somo sete clubes. Temos que estar sempre unidos, todos unidos!
Está pronto a colaborar com o teu escalão, nesse site?
Absolutamente ao dispor. É pelo Boavista, por isso estou sempre ao dispor.

Entrevista de:
Manuel Pina